A Polícia Civil (PCES) detalhou nesta quinta-feira (12) as investigações que levaram à prisão de um casal suspeito de usar uma empresa credenciada ao Detran para fabricar placas falsificadas de veículos em Jardim Limoeiro, na Serra. Segundo a corporação, os dois exibiam nas redes sociais uma rotina de ostentação, com carros de luxo, passeios de lancha e viagens, supostamente financiados com dinheiro obtido a partir das fraudes.
O homem, de 24 anos, e a mulher, de 25, foram presos em flagrante na última segunda-feira (9), durante a Operação “Placa Fantasma”. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), com apoio da Guarda Municipal da Serra. Eles foram autuados por adulteração veicular e encaminhados ao presídio.

Investigação começou há um ano
De acordo com a Polícia Civil, a investigação durou cerca de um ano e teve início após a prisão, em janeiro de 2025, de um homem apontado como principal responsável por adulterações de veículos no estado. Depois da detenção dele, pessoas que tinham acesso às placas falsificadas passaram a buscar fornecedores no Rio de Janeiro, mas o custo era considerado alto.
Foi nesse contexto que, segundo a polícia, o suspeito preso nesta semana passou a fabricar as placas na Serra, oferecendo um novo esquema de fornecimento.
Como funcionava a fraude
Durante as apurações, os investigadores identificaram que o casal recebia placas “virgens” de um fornecedor de São Paulo. A namorada do homem era responsável por receber as encomendas com o material. Em seguida, eles levavam as placas até uma empresa credenciada ao Detran, que realiza a estampagem das placas.

Segundo a polícia, uma funcionária da empresa, de 25 anos, que trabalhava no período da tarde, fazia a confecção das placas adulteradas. As apurações preliminares indicam que o proprietário do estabelecimento, aparentemente não tinha conhecimento da fraude.
A funcionária, apontada como comparsa do casal, ainda não foi presa, mas é investigada como suspeita de participação no esquema. Há indícios de que ela possa ter atuado anteriormente com outros falsificadores. Caso seja responsabilizada, poderá responder por organização criminosa e adulteração veicular.
Placas eram usadas em crimes
De acordo com a polícia, as placas falsificadas eram utilizadas por pessoas envolvidas em diversos crimes. As de motocicletas, principalmente, eram usadas por suspeitos ligados ao tráfico de drogas, roubos, homicídios e disputas entre facções.
Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi o QR Code das placas apreendidas. Diferentemente das placas oficiais, que direcionam para um registro válido no sistema do Detran, os códigos encontrados não possuíam qualquer vínculo com o órgão.
O levantamento inicial aponta que o número de placas fraudadas pode chegar a milhares. Grande parte do material fabricado era distribuído na Serra, porém o grupo também enviava para clientes de fora do Estado.
Investigação continua
Em depoimento, o casal negou fazer parte de organização criminosa. Questionados sobre as placas falsificadas, eles optaram por não responder às perguntas relacionadas ao material apreendido.
Agora, o inquérito continua para identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Informações que possam ajudar a polícia, podem ser repassados pelo telefone do Disque-Denúncia 181.












Q absurdo!
Alem de tudo ainda tiravam onda!