Está ganhando corpo o projeto ‘Pazoldinho’ que une os prefeitos Pazolini (Republicanos-Vitória) e Arnaldinho (PSDB-Vila Velha). O primeiro encontro, ainda em local e data não divulgada aconteceu em Vitória 15 dias antes de 6 de fevereiro, quando no Sambão do Povo, eles se apresentaram publicamente juntos. O segundo encontro amplamente divulgado foi nesta terça-feira (10), quando o prefeito Pazolini foi ao gabinete do prefeito de Vila Velha.
Juntos, agora, os dois começam a circular por cidades do interior. A previsão é que nesta quinta-feira (12) eles passem em polos importantes capixabas, como Linhares, São Mateus e Colatina.
Arnaldinho Borgo seguiu nos últimos anos, alinhado com o governador Renato Casagrande e se colocando como aliado do Palácio Anchieta e com os projetos políticos. Esse discurso, no entanto, começou a mudar quando oficialmente Casagrande anunciou que apoiará Ricardo Ferraço (MDB) à sucessão no governo. O prefeito queria ser o escolhido, fez pesquisa mostrando que tinha condições de ser o nome do grupo de Casagrande, mas a decisão não foi essa.
Desde dezembro, Arnaldinho segue mais isolado do resto do grupo, mas se articulando. E os outros grupos políticos, adversários, atentos e trabalhando também. Foi assim que o presidente do Republicanos no Espírito Santo, Erick Musso, promoveu o primeiro encontro (mencionado no início deste texto e em reportagem já publicada por ES Hoje).
Nos bastidores, o estímulo para que esse movimento fosse feito por Erick Musso foi do ex-governador Paulo Hartung (PSD), grande incentivador e entusiasta do nome de Pazolini para governador.
Cael segue Arnaldinho
O vice-prefeito de Vila Velha, Carlos Aurélio Linhalis, o Cael, que é pai do deputado federal Victor Linhalis (Podemos), tal qual o filho, deverá seguir Arnaldinho Borgo e trocar de partido. Mais que um quadro orgânico do PSB e correligionário de Casagrande, Cael é amigo pessoal do governador há décadas. Entretanto, nem isso está o segurando no partido – que ele presidiu até o ano passado, quando foi substituído por Maria Emanuela Pedroso.











