Referência mundial de percussoríssimo, Naná Vasconcelos é a grande inspiração do primeiro festival realizado no Cais das Artes. O complexo cultural teve a sua primeira etapa inaugurada, a Praça do Cais, nesta quinta-feira (29) com a banda Casaca recebendo outros artistas capixaba, DJ Negana e o show nacional de Vanessa da Mata. No fim de semana acontece a primeira temporada de eventos com o ‘Batidas do Mundo‘.
Na oportunidade, gerações diferentes prometem surpreende do palco, e ainda na plateia. Na noite desta sexta-feira (30) o percussionista, handpan player, compositor, arranjador e produtor musical Luccas Martins, que une a sonoridade do handpan à força ancestral das cordas do Quarteto Zuri – quatro mulheres negras da música clássica brasileira interpretando grandes obras do erudito ao popular.
O festival teve a curadoria do produtor musical e percussionista Marcos Suzano, que também subirá ao palco, juntamente com a pernambucana Negadeza e seu filho Rala Coco.
O projeto Batidas do Mundo reúne shows, homenagens, oficinas e uma programação que celebra a diversidade rítmica e cultural do Brasil e do mundo. No sábado (31) o evento tem o segundo dia com Camerata Jovem Rochativa, Edu Szajnbrum, Léo de Paula Septeto e o Bloco Balança Penha.
Etapas
A próxima etapa a ser inaugurada é o museu, que já tem programada a primeira exposição para março – “Amazônia”, do renomado fotógrafo Sebastião Salgado – e, por último, o teatro.
Localizado na Enseada do Suá, em Vitória, o Cais das Artes é um complexo cultural que integra museu, praça pública e teatro. Com cerca de 30 mil metros quadrados de área total, o espaço nasce com a missão de ser um centro de arte, educação e convivência, acessível a todos os públicos e conectado às redes culturais do Brasil e do mundo. A obra é realizada e gerida pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES).
O Cais das Artes é fruto de um projeto emblemático concebido por Paulo Mendes da Rocha (1928–2021), um dos nomes mais consagrados da arquitetura mundial e vencedor do Prêmio Pritzker em 2006, considerado o “Nobel da Arquitetura”. Concebido inicialmente em 2007, o projeto representa a última obra do arquiteto a entrar em funcionamento e reafirma princípios centrais de sua trajetória, como a integração entre arquitetura, espaço urbano e a dimensão pública da cidade.
Para a gestão do Cais das Artes, foi anunciada em 2025 a parceria da Secretaria da Cultura (Secult) com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e com a Fundação Roberto Marinho, esta última responsável pelas programações formativas e educacionais que acontecerão no local.
Com o início do trabalho de gestão da OEI, começa também a preparação para receber a primeira grande exposição do Museu do Cais das Artes: “Amazônia”, do renomado fotógrafo Sebastião Salgado.











