Nascido em 18 de dezembro de 1932 em Joatuba, época pertencente a Afonso Cláudio, correndo em suas veias sangue botocudo, nativo americano, começou trabalhando aos 13 anos, nos idos de 1945, no cartório de Conceição do Castelo.
Mas o menino era bom de bola, e nos anos 50 conheceu o Doutor Nelson Goulart Monteiro, então dono do Cartório do 3° oficio de Vitória, político, figura proeminente em nossa capital e presidente do Vitória Futebol Clube. Conheceu em uma partida de futebol onde lhe perguntou:
“ Meu filho, você trabalha com o quê? ” E o Fafá respondeu: “Comecei no cartório, trabalhando na limpeza, e hoje faço bastante coisa”.
E então, o Fafá veio para Vitória, onde sua vida mudou.
Em Vitória, devido à grande movimentação do Doutor Nelson Monteiro, o Fafá passou a assumir as responsabilidades do cartório como escrevente juramentado e substituto legal.
E assim continuou, quando Paulo Monteiro sucedeu o pai, o Doutor Nelson.
Fafá, como era conhecido, conheceu a dona Eunice Marques em 1976, sendo ela nascida em Recife, que veio com o seu pai Jorge Marques, então superintendente do Banco do Brasil, que foi transferido para Vitória.
Ambos divorciados, Fafá já era pai de Fabiana e David Junior, e Eunice, mãe de Cláudia, e juntos, tiveram as filhas Brunella, Creusa e a Naiara – tendo sido Claudia sempre reconhecida como sua filha.
Fafá e Eunice formaram uma família vanguardista e de muito amor sem distinções.
Foi criador de cavalos Mangalarga Machardor, sendo proprietário do Haras Brunella em Anchieta, sendo ativo no cenário jurídico a agropecuário no estado.
Em 1997 foi reconhecido como titular do Cartório de Notas por disposições constitucionais, e se aposentou em 2019, vindo a falecer em 17 de junho de 2025.
O Fafá, como sempre foi carinhosamente conhecido, estava diariamente ali na esquina da escadaria Maria Ortiz, no cartório Nelson Monteiro, pronto para atender o cidadão, advogados e autoridades. Figura imponente, serena e acolhedora, e em 1980, quando o conheci, posso atestar que sempre tratou a todos com respeito, me sentindo eu, jovem estudante de Direito, acolhido e respeitado.










