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Segunda geração assume agroindústria capixaba e reforça a sucessão no campo

 sucessão no agronegócio, frequentemente apontada como um dos gargalos para a continuidade das propriedades e agroindústrias brasileiras, encontra exemplos positivos no interior do Espírito Santo. Em Vargem Alta, os irmãos Rian e Ronatan Fardin representam uma nova geração que não apenas decidiu permanecer no campo, como assumiu papel central na gestão da Doces Fardin, agroindústria especializada na produção de doces de banana.

Segunda geração assume agroindústria capixaba e reforça a sucessão no campoFundada há 22 anos por Romildo Antonio Fardin e Marivania Fardin, a empresa nasceu de forma artesanal, em um espaço anexo à casa da família. Foi nesse ambiente que os filhos cresceram, convivendo desde cedo com a rotina produtiva. “A fábrica ficava no quintal da nossa casa. Crescemos dentro do negócio e tudo aconteceu de forma muito natural”, recorda Rian Fardin, hoje com 21 anos.

A entrada efetiva da segunda geração ocorreu em 2020, durante a pandemia, quando os dois irmãos passaram a atuar diariamente na empresa. O momento coincidiu com a decisão dos fundadores de contratar uma consultoria especializada, com foco em boas práticas de gestão e profissionalização do negócio. A partir daí, os jovens assumiram funções complementares e estratégicas.

Rian, estudante de Administração e gerente Comercial, concentra sua atuação nas áreas de operação e mercado. Já Ronatan, de 23 anos, formado em Administração, responde pela gestão administrativa, contábil e tributária. “Sempre tive afinidade com tecnologia e organização. Com o crescimento da empresa, busquei cursos em tributação, contabilidade e recursos humanos para estruturar melhor os processos”, explica Ronatan.

Segunda geração assume agroindústria capixaba e reforça a sucessão no campo
Fábrica da Doces Fardin em Vargem Alta (Divulgação)

A escolha de permanecer em Vargem Alta, inclusive abrindo mão de oportunidades fora do município, reflete uma decisão consciente. “O negócio da família está crescendo e temos planos de ampliar a estrutura ou até abrir uma filial. É um crescimento natural, construído com trabalho e dedicação”, afirma Ronatan. Para ele, a expansão da empresa caminha lado a lado com o desenvolvimento pessoal e econômico da família.

Na avaliação de Romildo Fardin, a sucessão ocorreu de forma orgânica e sem imposições, um fator decisivo para o êxito do processo. “Sempre disse que tudo precisa ser feito com amor. Nunca foi por obrigação. Hoje, a empresa é outra, mais estruturada, e isso nos enche de orgulho”, destaca. Segundo ele, o respeito nas relações familiares é tão importante quanto os resultados econômicos. “Antes de sermos sócios, somos pai, mãe e filhos.”

Segunda geração assume agroindústria capixaba e reforça a sucessão no campo
Produção de doces de banana (Divulgação)

O caso da Doces Fardin evidencia uma tendência relevante para a economia capixaba: a permanência de jovens no agronegócio, aliando tradição, gestão profissional e visão de mercado. Em um cenário em que a sucessão rural ainda é um desafio, iniciativas como essa contribuem para a sustentabilidade do setor e para o fortalecimento da economia no interior do Estado.

Sucessão e impacto econômico da Doces Fardin:

Agroindústria capixaba
Localização: Vargem Alta (ES)
Tempo de mercado: 22 anos
Modelo de gestão: empresa familiar com segunda geração à frente
Foco atual: profissionalização, eficiência operacional e expansão
Relevância econômica: geração de renda local, agregação de valor à produção agrícola e fortalecimento da economia regional

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