A prisão do narcotraficante Marcos Luiz Pereira Júnior, conhecido como MK, foi classificada como “cinco vezes mais importante do que a prisão de Marujo” dentro da estrutura do crime organizado. A afirmação foi feita pelo delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Arruda.
“Ele é muito mais importante na cadeia do crime do que Marujo”, disse o delegado ao dimensionar a relevância da captura. MK foi preso na última sexta-feira (2), após permanecer mais de três anos foragido do sistema prisional. Ele já possui uma condenação de 69 anos de prisão por homicídio qualificado, tráfico de drogas e extorsão.
Segundo a Polícia Civil, Marcos Luiz atuava como operador-chave do Terceiro Comando Puro (TCP), com envolvimento direto no tráfico de drogas em larga escala e participação em múltiplos homicídios. Além disso, liderava um esquema de extorsão conhecido como “pedágio”, cobrando taxas de empresários e de serviços essenciais (como internet, gás e água) para permitir a atuação em áreas dominadas pela facção.
De acordo com o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), Fabrício Dutra, MK apresentava alto grau de periculosidade.
“Estamos falando de um narcotraficante que, numa escala de 0 a 10 de periculosidade, está no nível 10, com QI acima da média, o que não é comum. Ele tenta trazer para o Espírito Santo o modus operandi do Rio de Janeiro de extorquir empresários”, afirmou.
Marcos Luiz comandava bairros estratégicos de Vitória e Serra por meio de videochamadas e aplicativos de mensagens e era considerado um elo estratégico na conexão entre a célula capixaba e o comando central do TCP no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.

Denúncia anônima foi decisiva
O criminoso estava escondido no Rio de Janeiro e vinha sendo monitorado pela subsecretaria de inteligência. MK, inclusive, foi incluído pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública na lista dos criminosos mais procurados do Brasil.
Ele retornou ao Espírito Santo para visitar familiares e a companheira durante as festas de fim de ano. O ponto chave para a captura veio de uma denúncia anônima feita ao Disque-Denúncia 181.
“Recebemos uma denúncia com a possível localização desse indivíduo e conseguimos efetuar a prisão sem nenhum tipo de reação ou troca de tiros”, informou o subsecretário de inteligência da SESP, Jordano Leite.
A ação foi conduzida pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em conjunto com a Subsecretaria de Inteligência (SEI) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), a Superintendência de Polícia Especializada (SPE) e a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).










