Independente da época do ano, o turismo precisa se um produto econômico aquecido. Por isso, no Espírito Santo, saindo da região metropolitana, Pedra Azul e cidades litorâneas, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae/ES) tem articulado com as prefeituras. O primeiro produto foi em Venda Nova do Imigrante, a Casa Nostra no distrito de Pindobas. E está em processo, em Muniz Freire, o Complexo Turístico, Ambiental e Cultural Fazenda Santa Maria.
Moradores, autoridades, representantes do trade turístico e empreendedores conheceram os projetos conceitual e visual do futuro Complexo, que é fruto da parceria entre a prefeitura e o Sebrae/ES. A iniciativa visa reposicionar o território como um dos novos polos de turismo de experiência do estado.
“O projeto da Fazenda Santa Maria está lindo, e foi pensado para valorizar a riqueza cultural, ambiental e turística da região. Ninguém constrói nada sozinho, e esse projeto foi construído depois de muito diálogo com a sociedade, lideranças regionais, e o apoio de entidades como o Sebrae/ES”, ressaltou o prefeito Dito Silva. Ele defendeu o turismo como motor de desenvolvimento regional e revelou a intenção de envolver escolas, criar roteiros de cachoeiras e museus, inspirando-se em outras experiências bem-sucedidas.
“Isso não é meu, isso não é do Sebrae, isso é do nosso povo do Caparaó. Vamos fazer com que esse município avance a cada dia. Agradeço a todos os parceiros, que têm feito tanto por Muniz Freire”.
O gerente da regional Caparaó do Sebrae/ES, Anderson Baptista, salienta que o projeto nasceu do reconhecimento da singularidade do local, que é a edificação mais antiga do município.
“Símbolo das transições econômicas e sociais do século XIX, a Fazenda Santa Maria é marcada pela memória da escravidão, pela força da imigração italiana e pela evolução da produção cafeeira. Ao reunir elementos históricos, culturais, naturais e arquitetônicos, o local desponta como espaço estratégico para a criação de um complexo turístico multifuncional, voltado à experiência, à educação patrimonial e ao desenvolvimento sustentável”.
Ousadia e ação
Pedro Rigo, superintendente do Sebrae/ES, afirmou que é preciso muita ação e motivação para que o município possa elevar seus destinos turísticos. “Precisamos criar produtos para levar esses atrativos para o cenário das principais agências de viagem do Brasil. Nós acreditamos muito nesse tipo de ação. A entrega completa vai demorar um pouco mais, mas a gente quer fazer entregas em 2026”.
Para Rigo é essencial envolver a comunidade local e trazer também as crianças para que acompanhem o desenvolvimento desse projeto. “É assim que a gente vai trazendo a comunidade para um pertencimento. É preciso que a comunidade entenda a proposta e participe, não só a comunidade de forma geral, mas a comunidade empreendedora também, para que possa fazer parte”.
Conceito e identidade visual

A proposta apresentada no evento, pela consultoria Balaio Design, prevê um conjunto de estruturas e ambientes capazes de dar novos usos ao patrimônio preservado, transformando o casarão, o parque natural e as áreas externas em espaços de convivência, cultura, turismo e empreendedorismo. O conceito contempla possibilidades como museu interpretativo, espaços culturais, áreas gastronômicas, ambientes para eventos, trilhas, vivências rurais, loja de produtos locais, horta e pomar produtivos, além de áreas destinadas a experiências ligadas ao café, à história e à natureza.
Um estudo preliminar do casarão e das áreas externas está em desenvolvimento, com diagnóstico de conservação, levantamento arquitetônico e diretrizes para restauração e requalificação do patrimônio. O objetivo é assegurar intervenções responsáveis, que preservem a autenticidade da edificação e deem início a um novo ciclo de uso turístico.
A identidade visual do Complexo Fazenda Santa Maria foi concebida para expressar o simbolismo histórico, a força emocional do território e sua vocação para experiências que conectam passado, presente e futuro.











