O bispo diocesano de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Fernando Lisboa, e a Diocese da cidade, ingressaram com uma ação judicial por danos morais contra a ex-candidata a vereadora Mayla Picoli. O processo, que tramita na 1ª Vara Cível de Cachoeiro, pede indenização no valor de R$ 35 mil, além de retratação pública.
Na ação, Dom Luiz Lisboa e a Diocese alegam terem sido alvo de ataques pessoais em vídeos e publicações feitos pela ex-candidata em redes sociais. Segundo a petição inicial, entre as declarações atribuídas a Mayla estão frases como “bispo comunista” e comentários de que “um dos sinais visíveis da possessão diabólica é a aversão ao latim, língua pátria da Igreja”. Para os autores, as afirmações ultrapassam o campo da crítica política e configuram ofensa direta à honra.
O pedido de reparação inclui R$ 20 mil em indenização para a Diocese de Cachoeiro e R$ 15 mil destinados ao próprio bispo. Além do valor financeiro, os autores requerem que a ré seja obrigada a fazer retratação pública nos mesmos canais onde foram publicadas as declarações questionadas.
Procurada pela reportagem do ESHOJE, Mayla afirma que as publicações feitas em suas redes sociais não citam a Igreja Católica ou ao bispo de Cachoeiro, além disso, sofreu “retaliação pastoral”.
“São quatro vídeos diferentes e dois stories que já expiraram, mas em menção a Diocese nem ao bispo diocesano. Já estou com o advogado, ele já protocolou minha defesa no dia 15 de agosto e eu sofri sim uma retaliação na igreja, eu fui informada por terceiros de que estava proibida de servir como cantora e organista”, disse.
O caso traz para o campo jurídico discussões que tiveram início no ambiente eleitoral de 2024.










