por Leone Oliveira – redacao@eshoje.com.br
Falta de remédios e de vacinas, mau atendimento e demora na marcação de consultas. Esses são alguns dos problemas relatados por moradores e usuários dos serviços oferecidos na Unidade de Saúde do bairro Paul, em Vila Velha. O posto ainda atende a população das comunidades de Atalaia, Ilha das Flores, Argolas e Vila Batista.“Minha filha precisou tomar uma vacina para criança de 4 anos, mas não tem na geladeira [onde ficam armazenadas as vacinas] que queimou”, disse a cozinheira, Fabrícia Pereira de Sousa, 31. De acordo com ela, o teste do pezinho também não pode ser feito na unidade, porque não tem lugar para guardar o sangue recolhido.
Fabrícia conta que a comunicação com as funcionárias do posto também é difícil. “Vivem perdendo exames e prontuários”, conta. Pegar ficha para médico também é complicado. “Você chega às 16h30 para marcar uma consulta, mas não consegue mais”, afirmou. A única maneira de conseguir uma ficha é acordando muito cedo e espera o posto abrir às 7h.
Com todos esses transtornos, ela revela que recorre aos postos dos bairros vizinhos, mas lá os funcionários dizem para ela procurar a unidade de saúde de Paul, onde reside.
Outra que reclama da unidade de saúde é a aposentada, Maria Dias, 56 anos. “Era melhor nem ter esse posto”, desabafa. “Às vezes, falta remédio e não tenho condições de comprar, porque são muito caros”, afirma.
“Remédio de pressão falta direto. Estou com uma receita que até já venceu”, disse uma moradora que se identificou como Maria Helena. Ela só encontra o medicamento utilizado para o controle da pressão arterial na farmácia popular do bairro.
Entretanto, também há ocasiões em que os medicamentos estão disponíveis, mas mesmo assim não são distribuídos a população. “A farmácia tem mulheres que são muito ignorantes. Às vezes, tem o remédio e ela não quer dar”, explica a manicure, Bruna Carolina, 17 anos.
Além da desorganização com os prontuários dos pacientes, da falta de medicamentos e do mau atendimento a população, as pessoas ainda reclamam do atraso para consultas. “Demora para marcar, para atender, tudo. Meu preventivo estava marcado para às 13h e só fui atendida agora [16h30]”, queixa-se Bruna.
A Prefeitura de Vila Velha informou por nota que a farmácia da unidade de saúde sofreu uma substituição de profissional. O novo profissional já fez o pedido do medicamento de pressão arterial e este já está disponível na farmácia do posto de saúde. Sobre a vacina, a Prefeitura explica que a sala de vacinação está fechada temporariamente por conta de reformas na rede elétrica.
Sobre a demora para consultas, a unidade conta com atendimento de profissional da área clínica, porém a Prefeitura está elaborando processo seletivo para a contratação de novos profissionais dessa área.









