Servidora pública é acusada de fraudar licitações na Secretaria de Saúde

Foto: Pedro Permuy
Foto: Pedro Permuy

Por: Pedro Permuy

Presa na manhã desta quinta-feira, 11, a médica servidora pública Roberta Barcellos Couto Olímpio de Carvalho é acusada de cometer diversos crimes contra a administração pública, envolvendo a sua empresa particular, GlobalHosp. Comércio e Equipamentos LTDA. Ela, que trabalha com serviços de oxigenoterapia e é pneumologista participava do processo licitatório da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), quando a pasta precisava executar algum serviço.

No entanto, junto de outros servidores e funcionários externos, Roberta dificultava o processo de concorrência de modo que conseguisse contratar a própria empresa em caráter emergencial, já que existem, atualmente, 1.350 pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) que dependem do tratamento. O secretário da Sesa, Ricardo de Oliveira, garante que desde o ano passado, quando a irregularidade foi identificada por ele, iniciaram-se os processos de auditoria. De acordo com ele, existem até sete contratos emergenciais seguidos envolvendo a mesma empresa, além de valores superfaturados.
Segundo Oliveira, também foram reforçados os serviços de fiscalização interna da Sesa e, com isso, uma série de outras suspeitas de fraude foram levantadas, e, a partir de agora, farão parte das investigações da Secretaria de Estado de Controle (Secont). “São vários contratos, que serão analisados a partir de agora, os servidores serão ouvidos, bem como os funcionários da empresa, e à medida do cabível, serão aplicados processos administrativos, como já estão em curso”, pondera.
O secretário de Estado da Segurança, André Garcia, conta que a irregularidade, além de ser observada nos contratos, também acontecia na prestação de serviços. “Os serviços não eram prestados da forma como a licitação previa. Isso porque o termo era feito – pela própria médica – de forma a dificultar a vitóriade outras empresas que não a dela e assim a Global era contratada a caráter emergencial”, esclarece. Garcia comenta que ela também era proprietária de uma clínica de exames, e direcionava grande parte de seus pacientes para a sua companhia.

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