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Consciência negra: marco histórico é importante para o país, diz historiador

Falar sobre o dia da Consciência Negra é falar de luta, de garra, de esperança e de um basta ao preconceito e tudo que envolve esse tema. Antônio Carlos Moraes é professor e estudioso da Cultura Popular e fala sobre esse tema, do ponto de vista histórico.

“O dia da Consciência Negra no Brasil é fundamental e traz dois elementos importantes para pautar. O primeiro é a história da existência. É necessário que determinados assuntos tenham marco histórico. Por exemplo, a Inconfidência Mineira, ainda que questionável om relação a datas, se não fosse marcado esse dia, seria esquecida, assim como a Independência do Brasil. Se não marca como um momento histórico, acaba esquecendo. A terceira é a Consciência Negra”.

O estudioso explica que a data remete a Zumbi dos Palmares. “É fundamental pensar que o Brasil possui uma população herdeira de uma tentativa de civilização, que foi o quilombo dos Palmares. Uma região organizada, com mais de dez povoados, que chegou a ter 20 mil habitantes, com uma produção de açúcar superior ao de muitos países e que conseguia escoar sua produção para a Europa. Ao fugir da escravidão, as pessoas queriam recomeçar uma nova vida e tinham um líder que os estimulava a isso. Além do conhecimento que trouxeram e o que aprenderam”.

O nome Zumbi

O professor destaca que Zumbi tem esse nome por causa do seu perfil. “Ele recebe esse nome porque era um homem que tinha suas estratégias voltadas para os costumes noturnos, os resgates eram feitos à noite, os combates, o sujeito que age na calada da noite. No campo do sagrado, tem muita simbologia. Isso assustou a coroa portuguesa, a capacidade de se organizar, para eles, acostumados a colonizar. Ter um povo que foi massacrado, torturado, violado não só em seus direitos como pessoas, mas a violação dos corpos, e, ainda assim, enxergar neles uma ordem. Estava claro para Portugal que isso não iria terminar bem”.

Para o professor, o fantasma da ditadura é a prova disso. “Não celebramos o retorno da democracia. Tudo que pode trazer esse momento de volta, causa a nós muita insegurança e medo. Na Alemanha, criou-se o museu do Holocausto Auschwitz que guarda uma parte da história que dizimou centenas de judeus. Dessa forma, os alemães sabem de onde vieram e sabem para onde não voltar.”

 

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