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quarta-feira, 29 de junho de 2022
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Reajuste dos planos de saúde individuais: mais uma novidade da ANS

Todos os anos ocorre a mesma discussão acerca dos planos de saúde: o setor de planos de saúde alega que o reajuste máximo aos planos individuais não condiz com os custos assistenciais e os órgãos de defesa do consumidor afirmam que planos coletivos deveriam ter a mesma política de reajuste. E por aí vai. Segundo o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Rabello, o reajuste precisa ser rediscutido.

A ANS ainda não tem definição para o reajuste dos planos individuais. Bom, segundo entidades do setor, há a possibilidade de aumento recorde esse ano: cerca de 16,3%. É um percentual extremamente preocupante levando em consideração que a inflação voltou a assombrar o povo brasileiro e que o poder de compra do cidadão comum caiu.

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O presidente da agência informa que para chegar ao reajuste são consideradas variações de despesas assistenciais do ano anterior, como a mudança de faixa etária em alguns casos e até mesmo a própria inflação. Mas a possibilidade de mudar o reajuste dos planos individuais é algo que ainda será discutido pela ANS.

Saúde é um assunto importantíssimo, porém delicado. Muitos dependem dos planos de saúde, que, em alguns casos, oferecem alguns tratamentos ou exames que não existem no SUS ou que são de difícil acesso.

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Não posso deixar de destacar que, embora o julgamento tenha sido adiado pelo Supremo Tribunal de Justiça, o debate sobre o rol taxativo dos planos de saúde ainda é um assunto que causa muita ansiedade em quem depende deles.

Considerar a situação econômica do povo brasileiro é a primeira atitude a se tomar diante de uma decisão importante como essa. Acabamos de sair da pior fase da pandemia, milhões de pessoas perderam seus empregos e, infelizmente, muitos sobreviventes da COVID-19 têm sequelas e agora dependem de tratamento para o resto da vida.

Não estou afirmando que o reajuste não deva acontecer. Só parto do princípio de que o povo brasileiro deve ser o primeiro a ser consultado, não as operadoras. Afinal, é sempre nós que pagamos a conta.

Antonio Tuccilio
presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP) 

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