seguro_desemprego_60827-116422por Karen Manzoli
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A taxa de desocupação registrada em Vitória foi de 12.1% no segundo trimestre deste ano, número menor, se comparado com da Grande Vitoria de 16,7% e o restante do Estado, que foi de 13,4%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (17).

De acordo com a coordenadora de divulgação do IBGE-ES, Renata Coutinho, é normal que o número de pessoas desempregadas em Vitória seja menor. “É natural essa diferença por conta da concentração de pessoas disputando vagas de emprego, que costuma ser maior nos polos industriais da Grande Vitória, como Cariacica e Serra”, explica.

Numa visão geral, no segundo trimestre de 2017, o número de desocupados no Estado diminuiu. De janeiro a março, eram 294 mil pessoas, e no período de abril a junho, foram para 282 mil. Ou seja, 12 mil pessoas a mais estão empregadas no Espírito Santo, em relação ao semestre passado.

A taxa de desocupação é medida pelo número de pessoas desocupado dividido pelo número de força de trabalho, ou seja, aquelas que estão em idade de trabalho – acima de 14 nos de idade – mas não estão procurando emprego, e aquelas que não estão procurando atividade.

A última vez que o desemprego havia registrado uma queda no Estado foi no primeiro trimestre de 2015. Em nível nacional, a taxa de desocupação no 2º trimestre de 2017, foi estimada em 13,0%.  Indicador que apresentou queda de 0,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior (13,7%), mas aumento se comparado com o 2º trimestre do ano passado, que registrou taxa de 11,3%.

Demais indicadores

Ainda segundo a pesquisa, o setor que mais voltou a empregar no segundo trimestre de 2017 foi o de trabalhadores domésticos, com alta de 15,7% na comparação com o período anterior, e crescimento de 17 mil trabalhos a mais.  Também aumentaram as oportunidades nas atividades voltadas para Alojamento e Alimentação, que subiu 13,1%, com um incremento de 13 mil trabalhadores nesta categoria.

Com relação a faixa de idade, a taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade (27,3%) continuou apresentando patamar elevado em comparação  à taxa média total (13,0%).

Também foi verificado que a taxa de desocupação para o contingente de pessoas com ensino médio incompleto, 21,8%, era superior à dos demais níveis de instrução. Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 14,0%, mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo, 6,4%.

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