O pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, rechaçou nesta quarta-feira, 13, a possibilidade de ter um representante do mercado financeiro na vice de sua chapa para as eleições deste ano.

“Do mercado financeiro em nenhuma hipótese”, disse o ex-governador do Ceará, que foi um dos presidenciáveis a participar de um congresso de prefeitos organizado pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam). “Meu vice será definido na última semana de julho”, acrescentou. Além de Ciro, estiveram no evento Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo), Aldo Rebelo (SD), Flávio Rocha (PRB) e João Vicente Goulart (PPL).

Como mostrou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, a equipe de Ciro, um dos pré-candidatos à Presidência com maior resistência do mercado financeiro, tem procurado outros setores da iniciativa privada para contornar problema. A ideia, segundo o irmão de Ciro, Cid Gomes, é passar a mensagem de que considera o setor produtivo como parceiro, não como inimigo.

Ainda sobre a situação das alianças, o presidenciável reiterou que procura o PSB porque o partido é o único que não tem candidato no momento, mas não negou um acerto com legendas de centro, como o DEM e PP, no futuro. “De um tempo para cá vem surgindo uma especulação com esses partidos do centro. (Mas) eles têm candidato nesse momento, alguém para quem eu tenho respeito, afeição e amizade, que é o Rodrigo Maia. Não seria eu que iria cometer indelicadeza de me precipitar”, argumentou. “Se amanhã Maia não for mais candidato, aí sim abro entendimentos com quem quer que queira me ajudar.”

Marcelo Osakabe
Estadao Conteudo
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