rodapé_parceiroeshojeEles são pequenos, verdinhos e invadiram a Grande Vitória neste início de ano. Nas redes sociais, os questionamentos sobre a origem dos insetos são grandes. Seriam “filhotes de gafanhoto” ou das tradicionais “esperanças”? O que não faltam também são relatos de “picadas” e outras tipos de incômodo, além do medo dos possíveis riscos que este pequeno bichinho pode causar. Mas, afinal, que espécie de inseto é essa?

foto capa

De acordo com o professor e doutor Marcelo Moretti, do laboratório de Ecologia de Insetos Aquáticos da Universidade Vila Velha – UVV, este inseto é conhecido popularmente como “Cigarrinha-verde”, e pertence à Ordem Hemiptera, Família Cicadellidae. As espécies desta família são conhecidas por apresentarem uma fileira de espinhos na parte final das pernas posteriores e por serem bastante coloridas. São insetos bem pequenos e raramente ultrapassam 13 mm de comprimento.

foto03Ele destaca ainda que as cigarrinhas não representam nenhum tipo de risco a saúde humana e não há relatos de que sejam transmissoras de doenças. “Mesmo não sendo hematófagos, ou seja, não se alimentam de sangue, elas podem picar acidentalmente as pessoas. Como estes insetos se alimentam de seiva, eles têm a hábito de picar. Além disso, os espinhos que possuem nas pernas podem ser confundidos com “picadas” pelas pessoas mais sensíveis”, comenta.

Além disso, o professor Celso Oliveira Azevedo, especialista do Laboratório de Insetos da Universidade Federal do Espírito Santo esclarece que vários fatores podem estar relacionados ao surto destes insetos na Grande Vitória: período reprodutivo, alterações climáticas, diminuição de predadores ou uma maior oferta de alimentos devido o período chuvoso.

“Elas são mais comuns em pastagens e gramados. Então, se houver algum terreno baldio, perto da sua casa pode aparecer muito desses insetos. Uma boa dica para quem está sofrendo com eles é podar o gramado próximo”, recomenda.

A maioria das cigarrinhas possui uma única geração (reprodução) por ano, mas algumas espécies podem ter 2 ou 3 gerações.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *