foto de Leonardo Silveira/PMV
Foto de Leonardo Silveira/PMV

O sarampo é uma doença causada por vírus com alto poder de contágio. Por isso, a Secretaria Municipal de  Saúde (Semus) faz alerta a fim de evitar a reintrodução da doença na capital. O motivo é o surto de sarampo em países com alto fluxo turístico, em especial a Europa. No continente europeu, foram registrados 14.591 casos entre janeiro de 2016 e julho de 2017. A maior parte (64%) foi notificada este ano, principalmente na Itália (3.660), Romênia (1.844) e Ucrânia (943).

Como o vírus transmissor é altamente contagioso, pessoas não vacinadas podem adquiri-lo ao viajar, voltando ao Brasil infectadas. A vacina é a única medida preventiva, sendo de suma importância a conferência do cartão de vacinação antes de viajar para o exterior.

Embora a doença esteja eliminada no Brasil desde 2011, o fluxo intenso de viagens internacionais e a falta do reforço na vacinação podem contribuir para a sua volta.

“Vitória não tem registros de sarampo desde dezembro de 2013, quando foi realizada a última notificação de um caso importado, ou seja, o paciente se contaminou fora do País”, afirmou a referência técnica do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde , Aline Cabidele.

Outros casos

De acordo com o Ministério da Saúde, de 2013 a 2015, foram notificados no Brasil 9.523 casos suspeitos e 1.310 casos confirmados em todo o País. Os estados afetados foram Ceará e Pernambuco. Países asiáticos como China, Indonésia, Laos, Mongólia, Filipinas, Sri Lanka, Vietnã e Tailândia também tiveram notificações da doença. Na África, foram Etiópia, Nigéria e Sudão.

Nas Américas, os casos registrados no primeiro semestre de 2017 ocorreram através de viagens. Foram 119 nos Estados Unidos, 45 no Canadá e três na Argentina. De julho a setembro de 2017, a Venezuela teve 84 casos suspeitos em Bolívar – o estado faz fronteira com o Brasil por Roraima.

Onde tomar a vacina

As vacinas são oferecidas gratuitamente em 28 unidades de saúde de Vitória: Andorinhas, Fonte Grande, Ilha das Caieiras, Jardim Camburi, Jardim da Penha, Maruípe, Praia do Suá, República, Resistência, Santa Luiza, Santo André, Santo Antônio, Vitória/Parque Moscoso, Alagoano, São Pedro V, da Penha, do Quadro, Grande Vitória, Consolação, Ilha de Santa Maria, Ilha do Príncipe, Itararé, Jabour, Jesus de Nazareth, Maria Ortiz, Santa Martha, São Cristóvão e Forte São João.

A imunização é feita com a vacina tríplice-viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) para crianças de um ano de idade e a segunda dose aos 15 meses com a vacina tetra-viral (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Na rotina, é necessário ter confirmadas no cartão de vacina duas doses da vacina de 1 a 29 anos e uma dose de 30 a 49 anos. Porém, para os viajantes que irão para países com transmissão da doença, a vacina deve ser aplicada para todas as idade a partir dos 12 meses de idade, sem limite de faixa etária, dez dias antes de viajar.

Doença

O sarampo é uma doença infecciosa aguda transmitida através por vírus. O contágio ocorre diretamente de pessoa a pessoa através das vias respiratórias (tosses, espirros ou mesmo a fala próxima). Os sintomas são febre alta (acima de 38,5°C), coriza, conjuntivite, tosse, manchas brancas na boca e vermelhidão no corpo.

As sequelas são graves: o vírus pode causar cegueira, surdez, pneumonias, diarreias e mesmo a morte.
Para mais informações, acessar o site www.anvisa.gov.br/viajante e consultar recomendações para o país de destino.

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