Parece, mesmo diante de algumas dificuldades, as autoridades judiciárias brasileiras estão convencidas (tardiamente), que devem manter os políticos corruptos bem distante do sistema eleitoral, impedindo-os de concorrer às próximas eleições, promovendo uma limpeza de candidaturas ao governo federal, de governadores dos estados, senadores e deputados de um modo geral, para impedir que ocorram eleições.

Esforços estão sendo feitos para dar ao país uma nova fase política, no conjunto nacional. É muito desagradável uma nação como Brasil, das suas amplas envergaduras econômicas, ter interrupção democrática, se é que se pode chamar do que está aí de democracia. Só o poder judiciário, com sua autoridade pode auxiliar a nação nesse transe em que ela vive, onde as forças políticas, com suas manobras legislativas, podem torcer a capacidade do judiciário, criando mecanismos os mais desonestos possíveis para subverter o processo eleitoral. A classe política brasileira é capaz de tudo, para se manter no poder.

Antes de se interromper a marcha do processo eleitoral, que deve ocorrer a partir do mês de julho próximo, muita coisa deve acontecer. Se não acontecer, se o judiciário não tiver a necessária “capacidade” de impedir que Lula saia de traz das grades para ser candidato, quebrando a harmonia necessária à recuperação moral do país, sair desse atoleiro de merda que certos partidos o socaram, não ocorreram eleições em outubro. Até as forças populares, que não têm nada de militares, devem vir para as ruas para conflagra o país. Até agora pairam ameaças no ar que, parece, ninguém está imaginando que possam se transformar em acontecimentos graves, mas está tudo dentro da previsibilidade.

A sociedade brasileira, embora excessivamente burra, para discernir quem deve ter a necessária capacidade para conduzir o país, não merece as aberrações políticas que tem ocupado o poder. Creio, será muito difícil termos a recondução e mesmo a presença de gente nova que saia dos quadros do PT, PMDB, PSDB, e outros partidos que se acumpliciaram com essa gente ruim que nos governa, nos últimos doze anos, inclusive esse formidável mastodonte chamado de Michel Temer. Parece que ele “adivinhou” e não quer ser candidato à reeleição, (ele não foi eleito presidente). Afastada tal hipótese, embora ele jamais ganharia eleição para cargo público de qualquer natureza, sua disposição não concorrer já é um bom sinal, já não precisa o judiciário imaginar como afastá-lo.

De resto, o Brasil precisa mudar, nos mais amplos sentidos. Bom mesmo seria um grupo muito sério, que existe no país, assumir o poder para consertá-lo, a exemplo do Movimento Militar de 1964. Vai ser difícil igual.

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