Em termos de estrutura para o turismo o Brasil, estados e municípios estão engatinhando. Com relação à Europa, a estrutura montada, estamos atrasados 200 anos, com todas nossas belezas naturais, potencialidades, estamos realmente engatinhando.

Nós, capixabas sabemos que o Estado tem um forte atrativo para o turismo, nossos governantes sabem, mas nenhuma autoridade se dispõe a determinar a realização de um diagnóstico capaz de nos dizer onde começar e onde terminar, na montagem de uma política de turismo, com a obrigação de todos organismos públicos, entidades, empresas, percorrerem com os mesmos objetivos, sem mudança de nada.

Tomou posse outro dia o sr. Paulo Renato Fonseca Junior como novo secretário de Turismo do Estado, exalando grande vontade de trabalhar pelo desenvolvimento da causa que assumiu, mas falta o plano, a diretriz, o caminho que o Estado terá que perseguir, para ter sucesso.

Nos últimos tempos, talvez o governador Paulo Hartung saiba, o sr. Paulo Renato, hoje, é o mais entendido na política que deve ser usada como diretriz do turismo capixaba. Falta o plano e, sem ele, não adianta “enfeitar a boneca”, se faltam recursos para serem aplicados. A Secretaria de Turismo que está abrigando o sr. Paulo Renato pode se transformar num grande instrumento de uma nova política de turismo do Estado.

Façamos uma avaliação singela, apenas como exemplo. O que tem o Espírito Santo para mostrar em termos de atividades turísticas? Precisamos de um diagnóstico para mostrar às autoridades e aos investidores o caminho a ser trilhado.

As autoridades desconhecem a luta desesperada para um investidor, com dinheiro (“bala na agulha”), construir um empreendimento na área de hotelaria, um simples parque aquático, uma piscina de recreio para um hotel. Muitos desistem, devido a burocracia. Não há quem resista, quem suporte a procrastinação, o vai e vem de técnicos os mais diversos cagando regras, sem saber o que estão dizendo, para atrapalhar a implantação do projeto.

Com o sistema burocrático que impera no Brasil, com as exigências as mais estúpidas para desenvolver um simples projeto de uma pousada, o Brasil jamais irá para frente.

Com um plano direito para o turismo o governo vai dizer como um projeto pode e deve ser executado e até sua natureza, o que é mais essencial, do que atormentar quem deseja investir.

Tem mais de 50 anos que investidores querem construir um tal de resort (hotel de alto luxo e com múltiplas atividades de lazer) para atrair turistas, na região chamada de Três Praias, em Guarapari. Se vocês conheceram a história, o que desejavam certas autoridades, dá a exata dimensão do porque está em evidência o processo Lava Jato, sob a batuta do Juiz Sérgio Moro.

Faz vergonha…

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