Foto: Divulgação
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Decretado pelo presidente Temer no dia 04 de outubro do ano passado, o chamado Fundo de Campanha tornou-se uma alternativa às doações empresariais. O fundo, criado com parte do dinheiro que seria destinado às emendas parlamentares, gerou muita polêmica. E uma das condições para sua criação, era de que não seria retirados recursos de áreas essenciais como a saúde e educação. No entanto, não foi isso o que aconteceu.

No Espirito Santo verbas destinadas à Secretaria de Saúde do Estado e à Universidade Federal do Espirito Santo irão para o fundo. Foi o que o revelou um levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo. De acordo com a matéria R$ 48,7 milhões deixarão de ser repassados para esses setores. O dinheiro que seria usado na compra de ambulâncias e ampliação do campus da universidade.

De acordo com o Professor Aloisio Cotta, 34 anos, a universidade já enfrenta uma situação delicada, e sofreu diversos cortes de verbas em decorrência da crise econômica. Segundo ele, setores básicos dentro do campus estão comprometidos por causa da falta de recurso e afirmou que caso os R$ 33 milhões, a que a universidade teria direito, não sejam repassados a situação ficará ainda mais complicada.

“Tirar verba da educação para financiar campanhas eleitorais é, no mínimo, irresponsabilidade. A universidade já esta sofrendo com os cortes feitos e ficar sem esse dinheiro vai comprometer ainda mais o funcionamento” ressaltou o professor.

Já o pesquisador André Alves, 28 anos, acredita que o fundo possa ser uma boa opção para acabar com as doações empresariais, mas também considera que tirar o recurso de setores como educação, saúde e segurança não seja a solução ideal.

“No Campus é notório ver que os serviços estão bem limitados. Sou pesquisador e esse recurso fará muita falta para manter as pesquisas, mas não me impressiono de terem tirado o dinheiro da educação para bancar campanha, o que é realmente lamentável. Em minha opinião esses setores deveriam ser prioridade”, desabafou o pesquisador.

A criação do fundo foi contestada por ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria da ministra Rosa Weber. Ela decidiu levar o caso a corte e ainda não há data para o julgamento.

Em nota a Pró- reitoria de planejamento e desenvolvimento da instituição da Ufes (Proplan) declarou desconhecer essa proposta de emenda parlamentar que destinaria R$ 33 milhões para os campi da Universidade.

A Sesa foi procurada pela reportagem de ES Hoje, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.

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