tapete4 Os tradicionais tapetes de Corpus Christi enfeitam as ruas da Grande Vitória desde o início da manhã desta quinta-feira (14). Com muita fé e criatividade, as comunidades católicas confeccionaram tapetes de até 1 km feitos de materiais como pó de café, areia e até borracha de chinelo cortada.

Esse ano completa 300 anos desde a primeira aparição da imagem milagrosa de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, no rio Paraíba do Sul, em 1717. Foi esse o tema escolhido pela equipe crisma, do Santuário Nossa Senhora Rosário de Fátima, em Bairro de Fátima, na Serra, para o desenho. Em 20 pessoas, eles enfeitaram uma imagem de seis metros com sal grosso tingido durante quatro horas.

“Escolhemos o tema por se tratar de um ano mariano. São 100 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima junto ao tricentenário de Nossa Senhora Aparecida. Recorremos muito a elas, que é mãe de nosso senhor Jesus Cristo, para que nossas preces um pouco mais de atenção e acalento. Ela intercede junto ao pai”, afirmou uma das integrantes, Juliana Tackla.

Outro grupo criou um grande terço representando os continentes do mundo. com macarrão de hidroginástica, espuma, fita adesiva, cola e EVA, a intenção foi meditar pelas realidades difíceis do mundo, como fome e guerras. Pelo segundo ano, a integrante da equipe Nossa Senhora, Keusiane Ferreira, ajudou na confecção. Segundo ela, o tema é estudado durante um ano até ser decidido.

“O terço dos continentes é um momento de meditação. Damos oportunidade para todos os casais, que participam conosco em oração, rezar por todas as pessoas e o que acontece no mundo. É um momento muito especial. Para nos é muito importante rezar o terço, porque tanta coisa acontece no mundo. É onde paramos para refletir. Fica o convite para todos virem hoje, ao santuário, teremos procissão as 17h e missa as 18h”.

No bairro Santo André, em Vitória, o padre Ronaldo Oliveira também colocou a mão na massa para dar vida a 100 tapetes na Av. Serafim Derenzi. Em equipe, ele criou o cálice, usado para colocar o vinho e representar o corpo de cristo. Acima dele ficou a hóstia consagrada. Tudo feito com cal, areia tingida, pó de café, tampinha de garrafa e purpurina. Ele explicou como começou a celebração de Corpus Christi.

“Foi entre os séculos 3 e 4, quando um papa italiano percebeu a dificuldade eucarística da igreja católica em entender o significado do corpo de cristo. Diante disso, pediu que eles estendessem tapetes e flores pelas ruas para cultivar a devoção. A partir dai virou uma tradição na Igreja Católica que perdura até hoje. A importância para nos é cultivar cada vez mais na cabeça das pessoas que a eucaristia é o centro da nossa vida e fonte de vida nova”.

A basílica de Santo Antônio, também na Capital, também tem os tradicionais tapetes. O grupo da comunidade Santa Terezinha do Menino Jesus confeccionou um tapete que homenageia as mulheres. Uma das integrantes, Noemita Alexandre de Souza Foram, participa há anos e explicou que foram coladas fotos representativas em homenagem a elas.

“Nos focamos representar nesse quadro Nossa Senhora com o título de Nossa Senhora da Saúde. Ela é esperança para todos os enfermos. Nos representamos todas as mulheres que estão seguindo o caminho de Maria, aceitando o seu sim. Para todos nos católicos é o amor que temos a mãe de Jesus Cristo, que está sempre conosco, apontando caminhos. Que possamos ser todos ampliados por esse momento eucarístico e espiritual”.

 

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