maláriaO surto de malária que atinge as regiões Norte (62 casos) e Noroeste (18 casos), no Espírito Santo, e já causou uma morte, não deve chegar a Grande Vitória. É o que afirma o infectologista Aloísio Falqueto.

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A reportagem do ESHOJE conversou com especialista, para saber um pouco mais sobre os cuidados com a doença. Ele explicou que a Grande Vitória é uma região urbana, e o mosquito costuma se manifestar apenas em localidades rurais.

Ele afirma ainda que caso se manifeste, a doença deve chegar apenas em regiões bastante rurais do interior, em municípios como Viana, Serra, e Guarapari.

Mesmo diante do baixo risco, o médico alerta para que as pessoas fiquem atentas, principalmente se forem ou estiverem próximas a quem visitou o norte do Estado. Isso é importante, pois elas podem estar infectadas e ser fonte de infecção para outros.

Ainda de acordo com o especialista, os cuidados básicos são essenciais também para realizar um diagnóstico prévio e interromper o ciclo de transmissão. “As pessoas que passaram por esses municípios, essas áreas e desenvolvem febre, onde quer que estejam, tem que ser logo pesquisadas e fazerem o diagnóstico precoce para serem tratadas e cuidar da sua saúde”.

Como chegou

Segundo o médico, cerca de 25 a 30 municípios do Espírito Santo são propícios a ocorrência do mosquito Anopheles Stephensi, conhecido como “mosquito prego”, que transmite a malária. Basicamente, são áreas planas de clima quente, que caracterizam grande parte dos municípios do norte do estado.

Falqueto explica que esses modelos geográficos geralmente agregam os pontos criadouros do mosquito, como lagoas naturais e remansos de rio, com pouca correnteza. Não é necessário que seja uma área de floresta, mas unicamente rural e descampada, onde o mosquito se cria e a noite entra em casa, iniciando o caminho de transmissão.

O médico afirma também que, desde os anos 80, a malária foi erradicada no Espírito Santo. Porém, os mosquitos transmissores permaneceram nos municípios propícios, regiões onde muitas famílias migraram para Rondônia e Pará, além de comumente visitarem o estado em épocas de colheita. “A pessoa indo pra lá ou vindo para cá, infectada pelo parasita, chegando aqui o inseto transmissor já está presente, então inicia o surto”.

Prevenção

É recomendável procurar o serviço de saúde logo aos primeiros sintomas. A febre alta é um importante indicativo para buscar um posto de saúde para serem feitos os devidos exames e o diagnóstico precoce. Em casa, é bom utilizar cortinados, telas, e até aplicar repelentes. O médico afirma que este tipo de cuidado pode diminuir os riscos, mas não é tão factivo, servindo apenas como uma medida moderadora.

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