Esperidião Carlos, sogro de Milena, mandante
Esperidião Carlos, sogro de Milena, mandante

O fazendeiro Esperidião Carlos Frasson, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da médica Milena Gottardi em setembro do ano passado, irá a júri popular por outro crime. De acordo com o Ministério Público Estadual, Esperidião é acusado de envolvimento em outro homicídio, que teve como vítima a sua cunhada, a agricultora Lindonésia Leonídia dos Santos Frasson.

O fazendeiro foi pronunciado juntamente com outros dois réus, os ex-soldados da PM Renato Carlos Gottarde e Elves Rosa, pela juíza Cláudia Copolillo Ayres, da 2ª Vara de Ibiraçu. A sentença é de 13 de junho de 2018.

De acordo com a denúncia do MPES, no dia 4 de julho de 2003, por volta das 17h30, Elves Rosa e o também policial militar Victor Andrés de Azevedo Paiva – está já falecido –, mataram Lindonésia Leonídia Frasson a tiros. Os dois teriam sido levados ao sítio Zandonato, localizado na Rodovia do Contorno, em Ibiraçu, por Renato Gottarde, em seu veículo, “a mando de Esperidião Frasson”.

A motivação para o crime, segundo o processo, foi uma desavença ocasionada pela posse do “latifúndio” onde residia a vítima com seus filhos, após a morte do agricultor Valentim Noé Frasson, marido de Lindonésia e irmão de Esperidião.

Consta ainda nos autos que, devido a essas divergências, Esperidão Frasson “resolveu ceifar a vida da vítima”, contratando, para tanto, os até então PMs Renato Gottarde, Elves Rosa e Victor Paiva, pela quantia de R$ 4 mil.

Na decisão de pronúncia, a juíza Cláudia Copolillo Ayres nega a Esperidião Frasson o direito de recorrer em liberdade, uma vez que ele já se encontra preso em outro processo – no caso do assassinato da médica Milena. Já o acusado Renato Gottarde ficou livre da ter a prisão decretada. A magistrada, porém, decretou a prisão do ex-PM Elves Rosa, por entender que não existe “outra cautelar suficiente e adequada ao caso”.

Mais um processo

O fazendeiro Esperidião Frasson também vai a júri popular na Comarca de Cariacica, onde é réu pela acusação de, junto com mais três homens – Vander Antônio Frasson (que é seu sobrinho), Wellington Pedroni Moro e Renato Carlos Gottarde –, matar um homem identificado como Osmar Alves de Britto. De acordo com os autos, o executor do crime foi Vander Frasson. Ele teria matado Osmar Brito por ciúmes: Osmar convivia maritalmente com a ex-esposa de Vander Frasson.

De acordo com a denúncia do MPES, Vander Frasson teria contado com a colaboração de seu tio, o fazendeiro Esperidião, e de Wellington Moro, para a contratação dos supostos executores, os então policiais militares Renato Carlos Gottarde e Victor André de Azevedo Paiva, mediante pagamento de R$ 5 mil – R$ 2,5 mil para cada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *