Redação Multimídia ESHOJE com Larissa Barcelos

salva_vida_itaoca-114684Em 2017, segundo levantamento do ESHoje, sete pessoas já morreram, a maioria adultos. O Corpo de Bombeiros do Espírito Santo registrou 106 mortes causadas por afogamentos em todo o Estado no ano passado. Pode-se considerar que a cada mês oito pessoas morreram afogadas. O número é maior que em 2015 – foram 99 mortes registradas.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que os dados referentes a janeiro ainda não foram computados, já que o fechamento é mensal. Mas de acordo com o levantamento feito pelo jornal, em 11 dias, sete pessoas morreram por afogamento. O número pode ser maior já que a informação não foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros.
O major do Corpo de Bombeiros Militar, Leonardo Carnielli, alerta aos cuidados para evitar novas mortes. “É preciso que os pais fiquem próximos as crianças, principalmente se elas ainda não tiverem o equilíbrio desenvolvido. Tem que orientar também, pedir que os filhos não se afastem deles e optar sempre por locais próximos aos guarda vidas, quiosques, entre outros, que nesses casos acabam servindo de ponto de referência”, afirma.
De acordo com ele, no mar ou no rio é importante que a água fique na cintura dos adultos e nos joelhos das crianças. Também ter cuidado com as boias, que podem ser levadas para longe da margem e se a pessoa não souber nadar pode se afogar. Além disso, ele ressalta que é importante saber nadar.
“Essa dica vale para todas as pessoas e é preciosa, é necessário que as pessoas aprendam a nadar. Até mesmo para desenvolver a capacidade de saber os limites que tem na água e também os riscos que ela tem. É preciso sempre entrar na água com os pés, nunca de ponta cabeça”, afirma Carnielli.
Dicas do Corpo de Bombeiros para prevenir acidentes
• Evitar nadar sozinho.
• Não tomar bebida alcoólica antes de entrar na água.
• Não entrar na água após lanches e refeições.
• Não se afastar da margem.
• Não saltar de locais elevados para dentro da água.
• Não tentar salvar pessoas em afogamento sem estar devidamente habilitado.
• Prefira lançar objetos flutuantes (bolas, bóias, isopores, madeiras, pranchas e outros) ou então corda para salvar pessoas, ao invés da ação corpo a corpo.
• Não deixar crianças sozinhas sem a presença de um adulto responsável.
• Instrua a criança do perigo existente ao entrar em águas mais profundas ou ficar só.
• Identifique nas proximidades a existência do salva-vidas e permaneça próximo a ele.
• Olhar a sinalização do local, pois a mesma indicará se ele é próprio para banho ou não.
• Evitar brincadeiras de mau gosto, como os conhecidos “caldos”.
• Tomar cuidado ao caminhar sobre as superfícies rochosas, pois podem estar escorregadias, o que levaria a quedas e cortes.
• Evitar navegar com carga em excesso.
• Somente conduza embarcações se for habilitado e permaneça longe dos banhistas.
• Evitar brincadeiras fingindo que está se afogando, pois além de perturbar a paz pública, havendo um afogamento verdadeiro as pessoas podem não dar importância, pensado se tratar de outra brincadeira de mau gosto.
• Em caso de problemas, ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros, para que o mesmo oriente e auxilie a vítima.

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