Na manhã desta quarta-feira (11), o secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, se reuniu com representantes do Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo (CRF-ES), Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do ES (Cosems-ES) e representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), para tratar sobre o Plano Estadual de Enfrentamento da Sífilis Congênita.

“O objetivo do Plano Estadual de Enfrentamento da Sífilis Congênita é reduzir a taxa de incidência de sífilis congênita no Espírito Santo até o ano de 2019 para 0,5 casos a cada grupo de 1.000 nascidos vivos. Com essa taxa de incidência, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a sífilis congênita eliminada numa população. Em 2017, o Espírito Santo fechou com uma média de 26 casos por 1.000 nascidos vivos. E há tratamento disponível em todos os municípios”, disse o secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira.

O presidente do Coren-ES, Wladimilson Gama Almeida, destacou que o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou uma nota técnica esclarecendo sobre a importância da administração da penicilina benzatina nas Unidades de Saúde, principalmente para o tratamento da sífilis adquirida e sífilis na gestação. Ele ressaltou que a transmissão vertical da doença, da mãe para o bebê, pode causar aborto, parto prematuro, alterações ósseas, surdez, dificuldade no aprendizado, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, entre outros problemas à criança. “Nós do Coren-ES, nos colocamos à disposição da Sesa no que for preciso para melhorar essa questão. Saúde não se faz sozinha”, disse.

Segundo a gerente da Vigilância em Saúde da Sesa, Gilsa Rodrigues, para reduzir essa média é preciso adotar ações imediatas para encerrar o ano dentro do índice determinado pela OMS. “Se a gente continuar como em 2017, chegaremos ao final do ano com um número maior do que o estabelecido pelo Ministério da Saúde. Por isso nesse movimento precisamos fortalecer e ajudar os municípios a encontrarem soluções. Essa criança vai ter problemas de aprendizado, outras dificuldades que vão além da esfera da saúde. Por isso é fundamental solucionar o problema”, disse.

Para o presidente do CRF-ES, Luiz Carlos Cavalcanti, o Conselho será parceiro em toda e qualquer ação em benefício da saúde pública. Ele ressaltou que os farmacêuticos que atuam nas farmácias privadas também são profissionais de saúde, e que esses estabelecimentos podem ser um local onde os profissionais poderão alertar sobre o problema da sífilis. “Acho que a gente pode usar a farmácia privada para alertar sobre esse problema pois muitas pessoas não sabem o que está acontecendo. Podemos utilizar o farmacêutico que está ali diariamente para conscientizar a população, prestar esclarecimento e chamar atenção sobre isso. O problema da sífilis é algo tão urgente que a gente tem que encontrar uma forma de minimizar e resolver o problema”, destacou.

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