A menos de duas semanas da convenção estadual, o PT do Rio Grande do Sul está sem coligação para a disputa eleitoral no Estado. Dificuldades como alinhamento programático e pulverização de candidaturas também podem fazer com que o PT chegue ao evento partidário marcado para 28 de julho sem nenhum partido ao seu lado. A sigla já governou o Estado em duas oportunidades.

A prioridade do PT – do pré-candidato Miguel Rossetto – é uma coligação com o PCdoB, que tem Abigail Pereira como postulante ao governo. “As tentativas não foram conclusivas. Essas conversas continuam, na medida em que há no plano nacional uma conversa do PT com o PCdoB”, disse o presidente estadual do PT, deputado federal Pepe Vargas. O PT e o PCdoB estiveram juntos nas últimas seis eleições ao Palácio Piratini.

Vargas afirmou que há uma “pulverização de candidaturas” no Estado, mas que o PT gaúcho não busca agregar siglas com “baixa representação social”. O deputado disse que seu partido também quer somente aliados com ideias próximas às do PT. “Não buscamos quem apoia a retirada de direitos trabalhistas e de direitos previdenciários. E isso reduz nosso horizonte de alianças.”

De acordo com Vargas, há chances de o PT chegar à convenção sem ter aliados no Estado e ser obrigado a buscar nomes próprios para a composição da chapa. “Talvez ocorra de fazermos o encontro sem ainda termos uma definição de coligações, e aí poderá se delegar ao diretório estadual a complementação da chapa majoritária”, disse o presidente da sigla.

Miguel Rossetto ainda não tem vice definido. Para o Senado, o PT conta com a pré-candidatura à reeleição de Paulo Paim.

O presidente estadual do PCdoB, Adalberto Frasson, disse que o partido foi procurado pelo PT e pelo PDT, mas que a sigla permanece com a pré-candidatura de Abigail Pereira ao governo do Estado. “O cenário indica que, para as nossas pretensões, podemos contribuir com uma candidatura nossa”, afirmou.

Além de PT e PCdoB, o PMB e o Novo não formaram alianças – e formalizaram pré-candidatos ao Piratini. Dieison Engroff, presidente estadual do PMB, disse que seu partido busca alianças com siglas nanicas, mas que ainda não fechou com nenhuma. O partido tem como pré-candidato Luiz Fernando Portella, com Danielle Lima como vice. O Novo optou por não fazer alianças – a chapa pura é composta pelo pré-candidato ao governo Mateus Bandeira e Bruno Miragem como vice.

Coligados

O pré-candidato do PDT ao Piratini, Jairo Jorge, terá em sua chapa PV, Podemos, Solidariedade, Avante e PPL. O postulante tucano, Eduardo Leite, fechou com PTB, PPS e PHS. O deputado federal e pré-candidato do PP, Luis Carlos Heinze, tem aliança com DEM, PSL e PROS. O vereador de Porto Alegre Roberto Robaina, postulante do PSOL, firmou apoio do PCB.

O atual governador gaúcho, José Ivo Sartori (MDB), que continua sem confirmar nem descartar sua candidatura à reeleição, deverá ter em sua chapa o PSD – de seu vice, José Paulo Cairoli – e o PSB, caso confirme a postulação.

Filipe Strazzer
Estadao Conteudo
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