Os consumidores atendidos pela EDP Espírito Santo terão as tarifas reajustadas a partir desta terça-feira (7). Os novos percentuais foram aprovados em reunião pública da Diretoria da ANEEL. A concessionária atende aproximadamente 1,5 milhão de unidades consumidoras localizadas no estado do Espírito Santo.  Esse é o maior aumento dos últimos três anos. Foram -2,04% em 2015; – 2,80% em 2016 e 9,34% em 2017.

Segundo o diretor de regulação da EDP, Donato Silva Filho, o aumento na tarifa se deve principalmente a parcela de energia. Ele explicou que quando um cliente paga a conta para a EDP Espírito Santo, a empresa paga um conjunto de fornecedores que prestam algum tipo de serviço. Em 2018, parte da produção foi mais cara, pelo aumento do custo do dólar na Usina de Itaipu.

“Tem as usinas térmicas, hídricas e eólicas, que produzem energia; tem que transmite das usinas para próximo as cidades, e o trabalho da EDP de distribuir toda a energia. Esse aumento se refere a parte de produção, que foi mais cara. 12% é em função da seca, porque tivemos que usar mais termoelétricas; e 2% devido a variação do dólar na usina de Itaipu. Todas as distribuidoras do Sudeste e do Sul compram de Itaipu, e com o aumento, o custo da produção também subiu”.

Ainda segundo o diretor, a energia é produzida em todo o país e injetada na rede. Quando se usa as térmicas, é porque está havendo seca em vários lugares diferentes. “Se fosse em uma região especifica, outras poderiam suprir com as energias das hidroelétricas. É uma seca que está principalmente no Sudeste, Centro-Oeste, Sul (que deve ter um chuvoso mais para frente) e no Nordeste”.

Donato Silva e Filho diz que o custo de produzir energia aumentou, e a EDP Escelsa precisa pagar as termoelétricas, garantindo assim energia para todos. “O principal ponto é utilizar a energia sempre de modo eficiente, evitar qualquer desperdício, fazer a gestão do seu consumo e com isso, conseguir passar por essa estiagem. Assim que isso passar, conseguiremos ter novamente uma situação de normalidade”.

O diretor explicou também o aumento diferenciado para as regiões de alta e baixa tensão. “Quem está ligado a alta tensão normalmente utiliza menos o sistema elétrico, porque ela está ligado a subestações. Os de baixa tensão exigem mais investimentos e redes pelas ruas, como instalação de transformadores. É uma locação de custos, onde quem demanda mais investimentos acaba tendo uma parcela maior da tarifa”.

Donato Silva e Filho lembrou que o Espírito Santo sofre um reajuste anual, por contrato, todo dia 7 de agosto; e que s términas estão ligadas devido ao período de seca, o que levou a EDP a cobrar a tarifa de bandeira vermelha. “Para os próximos 12 meses, vamos pagar quem produz energia mais cara. Se tiver um período melhor, de chuva, e as termoelétricas forem desligadas, vai aparecer no reajuste de 2019. Isso aparece também mês a mês. Estamos com a bandeira vermelha, indicando que as térmicas estão ligadas. Se começar um período de chuva e elas forem desligadas, a bandeira sai do patamar vermelho e ai temos redução de custo”.

Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais.

Confira abaixo os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores:

tabela edp

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

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