Nesta segunda-feira (10) completou 100 dias desde a posse dos prefeitos eleitos e reeleitos para o mandato de 2017 a 2020. Qual será a avaliação que os prefeitos e a população da Serra, Cariacica, Vitória e Vila Velha tem desses primeiros meses de gestão pública? O que fizeram? O que precisam fazer?

Em Vitória, o prefeito Luciano Rezende foi reeleito, em segundo turno, com 51,19% dos votos. Ele informou que está fazendo mais com menos, em que o foco é a melhoria da qualidade de vida da população. “Começamos em alta velocidade, num governo de avanços e conquistas.”, destacou. Entre os projetos entregues pela prefeitura, o prefeito destacou a ampliação do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Padre Giovanni Bartesaghi, na região da Grande São Pedro, para atender 400 crianças com idade entre 6 meses e 5 anos. Um investimento de R$ 3 milhões. Além da melhora da Iluminação do mirante do Romão, levando também internet gratuita para o Bairro.

“E por falar em internet gratuita, moradores do Forte São João, Romão, Cruzamento, Jucutuquara, Maruípe, Itararé, Bairro da Penha, Bonfim, Consolação, Gurigica e Jaburu já contam com 60 novos pontos de wi-fi do Vitória Online para acessar gratuitamente a internet. Dessa forma, a capital passou a ter 168 locais com wi-fi para navegação livre por meio de notebooks, tablets, smartphones ou qualquer equipamento que tenha conexão wireless. Essas são só para citar algumas das nossas ações, que foram muitas”, complementou.

Nascido em Vitória, empresário Cesar Saraiva Alcure, 29, acha que a gestão do prefeito de Vitória não é ruim. “Mas também não é ótima, acho que é boa. A prefeitura está muito mais organizada, principalmente no setor de saúde, é possível fazer agendamentos pela Internet consequentemente diminuindo o desgaste para conseguir uma consulta”, disse. O morador, destacou de negativo a falta de segurança. “Temos um índice alto de pequenos furtos em Vitória. Na região da enseada do suá temos uma mini cracolândia que nada de efetivo é feito para a segurança dos moradores e para saúde dos usuários”, finalizou.

Para Vitória, Luciano Rezende, acredita que como o mais importante é o equilíbrio das finanças da prefeitura. “Um esforço permanente e fundamental, pois, todas as outras ações dependem dessa saúde financeira da PMV”, finalizou.

100 dias da Serra
Assim como em Vitória, a Prefeitura da Serra informou em nota que tem feito mais com menos. Que apesar de o município ter sido o 7º do país que mais perdeu receita (25%), a cidade conseguiu avançar e ser o 35º município do país em volume de investimentos públicos, entre as mais de 5 mil cidades do Brasil. Destacando também sua contribuição com 13,7% do Produto Interno Bruto Estadual. Conseguindo também se tornar a 15ª maior cidade em investimentos per capita, entre os 100 municípios pesquisados pela Macroplan.

Ressaltando a dificuldade econômica enfrentada pelo país e municípios, a Prefeitura Municipal da Serra, enumerou alguns projetos entregues nesses 100 dias de governo, como: o Ginásio Poliesportivo da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Maria Istela Modenesi, um investimento daordem de R$ 1,3 milhão no bairro das Laranjeiras; o Centro de Vivência Lacy Fraga Fernandes, no setor Europa do bairro Cidade Continental, que custou mais de R$ 770 mil e o Ginásio Poliesportivo da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Abrahão Gomes de Araújo, no bairro Barcelona, com 1.038 metros quadrados (m2) de área total coberta, sendo 750 m² somente de quadra.

“Não bastasse a crise econômica, a gestão municipal se deparou, nesses primeiros dias do ano, com duas crises no Estado: febre amarela e segurança pública. Para reforçar a segurança e amenizar o impacto da crise, a prefeitura disponibilizou ônibus escolares para transporte da Polícia Militar e colocou nas ruas a Guarda Civil Municipal armada”.

Em relação a febre amarela ela valorizou o fato de ter conseguido vacinar mais de 96% da população contra a febre amarela, mais de 385 mil pessoas imunizadas. Para este ano, se diz otimista. “Conseguimos junto ao presidente Michel Temer mais 52 médicos para a rede municipal de saúde e a promessa de recursos da ordem de R$ 25 milhões para as obras do Hospital Materno Infantil, que vai contar com 125 leitos: o maior do Estado. O município também negociou com a presidência da Caixa, em Brasília, um empréstimo de R$ 100 milhões para obras de drenagem e pavimentação de mais de 12 bairros”.

O município ainda criou o Fundo Municipal de Combate à Corrupção (FCMCC), neste mês de março, para capacitar servidores e investir em tecnologias para fechar o cerco contra empresas corruptas. Mas para os moradores não há o que comemorar. Para Joana, do bairro Alterosas, na Serra atual gestão está “péssima”. “Não tem segurança, postos de saúde não está tendo remédios nem médicos. Está muito complicado”, afirmou.

Vila Velha e Cariacica
Os prefeitos de Vila Velha, Max Filho, e Cariacica, Geraldo Luzia de Oliveira Junior – o Juninho -, não tiveram espaços em suas agendas para conversar com ESHOJE. Mas moradores das cidades deram sua opinião sobre a gestão dos respectivos prefeitos. Há 23 anos morando na Praia da Costa em Vila Velha, a publicitária Mariana Ramos Natalli, acredita que a Prefeitura não tem se destacado em nenhuma área. principalmente a área de segurança.

“É uma gestão “apagada” que nem se lembra quem é o prefeito. Não é boa nem ruim. Semelhante a anterior, que em nada deu seu nome. O que mais precisa de atenção, sem dúvida é segurança. Se você andar na Praia da Costa a pé, certamente será assaltado.De carro Também. Mas a pé e ou de bike é certo.Minha manicure faz unha em casa, ela já perdeu 8 bicicletas”, criticou.

Em Cariacica, a estudante universitária, Thryelle Magalhães Eliziário, 26, que mora há 16 anos em Padre Gabriel, não viu diferença para este ano. “A única coisa que realmente foi bom, a calçada da Expedito Garcia, em Campo Grande que estão reformando. Até to gostando, por questão de acessibilidade, não vai ser mais aqueles quadradinhos pequenos que a gente tropeça toda hora. Já no meu bairro a prefeitura está tirando algumas ocupações que foram invadidas, que seria feito um campinho de futebol, e mais algumas outras coisas,
mas de melhoria não vi nada”, destacou.

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