por Paulo Cesar Dutra

Há um profundo mal-estar na sociedade brasileira. As pessoas estão tomadas pelo desânimo e pela insegurança, portadoras de grande descrença nos políticos e nos partidos. Se a moralidade pública se tornou uma bandeira política, é porque não faltaram razões que corroboram tal percepção. É bem verdade que a economia voltou a crescer, criando novas condições sociais, graças às reformas realizadas pelo atual governo. Porém tais efeitos ainda não se fizeram sentir ou não são percebidos como tal.

 

Não deveria, portanto, causar estranheza o fortalecimento da candidatura do deputado Jair Bolsonaro, na medida em que ele consegue dar vazão ao sentimento de uma sociedade cansada de desmandos. Pretender desqualificá-lo como sendo de extrema direita nada mais é que uma reação de tipo ideológico, pois não leva em consideração que suas posições estão enraizadas na sociedade. Ele não é uma “bolha” que logo estourará, mas um fenômeno que expressa questões e posições de uma sociedade que está de saco cheio de tudo o que está aí.

 

A descrença da sociedade nos políticos e nos partidos em geral tem sérias razões. Não há praticamente nenhum grande partido que escape. O PT foi o grande mestre, com o mensalão e o petrolão. Nos governos petistas o País foi levado à ruína econômica e à falta completa de ética. Ex-membros do novo governo estão envolvidos na Lava Jato, como um ex-ministro com mais de R$ 50 milhões escondidos num apartamento. As imagens foram impactantes. O ex-presidente do PSDB também aparece envolvido com a JBS. A lista seria interminável. Fica, porém, a percepção de que todos os partidos estão podres, embora, evidentemente, haja pessoas sérias e honestas em todos eles. O que conta, todavia, é a percepção popular. Nesse sentido, a posição de um outsider tende a ser muito bem recebida.

 

As denominações de esquerda e de direita, em tal contexto, passam a não ter maior significação, porquanto a questão reside em como dar respostas aos problemas que são postos pela sociedade. Expressão desse deslocamento se encontra em recente entrevista do ex-presidente Fernando Henrique, ao declarar que tem “medo da direita”, em alusão indireta ao deputado Bolsonaro. Curioso. Não teria ele “medo da esquerda” petista lulista, que destruiu o País? Ou de Hugo Chávez e sucessores, que conduziram a Venezuela ao abismo?

 

A sociedade não tolera mais as invasões do MST e de seus assemelhados urbanos, como o MTST. Quer tranquilidade em sua vida e em seu trabalho. Note-se que o MST foi estimulado e acariciado tanto pelos tucanos quanto pelos petistas, com exceção da ex-presidente Dilma, que dele se demarcou, e do atual presidente, que tampouco compactua com a desordem. Acontece que o desrespeito à propriedade privada é condenado pela imensa maioria da população, que não mais embarca nos cantos românticos de uma esquerda irresponsável.

Consequentemente, quando um outsider como o deputado Bolsonaro toma para si essa bandeira, ele não apenas se contrapõe a importantes partidos, como expressa o que é sentido e condenado pela sociedade.

 
Transexual substitui mulher na política 
O Tribunal Superior Eleitoral – TSE – vai discutir no início de 2018 o registro de candidaturas de transexuais. De acordo com o Estadão, a pedido da senadora paraibana Fátima Bezerra (PT), a Corte Eleitoral discutirá, por exemplo, se um homem transexual que disputar a próxima campanha pode ser incluído pelos partidos na cota feminina. A lei das eleições prevê que cada legenda ou coligação deverá preencher no mínimo 30% para candidaturas de cada sexo, mas a senadora alega que o termo “sexo” é questionável nesse caso, pois não alcança a identidade de gênero.
 
‘Jabuti’ no setor de biocombustíveis 
A relativa demora do presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP) em sancionar o RenovaBio, aprovado no Senado no último dia 12, está gerando dúvidas no setor de biocombustíveis. Embora haja prazo legal até 3 de janeiro, uma versão que está correndo entre as lideranças nacionais pela não assinatura ainda do programa seria porque o Ministério da Fazenda estaria preparando um ‘jabuti‘ tributário. Mário Campos, presidente do Siamig – sindicato das usinas mineiras – vai mais direto nas preocupações. Não seria de se estranhar que em função da crise fiscal, e do “apetite por arrecadação”, o Ministério da Fazenda estaria tentado encaixar alguma janela de novos recursos para o governo.
 
Morrem Enock Borges e Denadai 
Ontem, dia 25 e hoje, 26, morreram duas pessoas que eu considerava muito. O jornalista Enock Borges e o ex-vereador de Vitória, Antônio Denadai. Lamentável as duas perdas. Meus sentimentos aos familiares.
 
Auxílio-Moradia do MPES
O Ministério Público do Espírito Santo – MPES foi denunciado pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Espírito Santo – SINDIPÚBLICOS ao Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP por omitir dados sobre auxílio-moradia (conhecido por mamãe eu quero). Acredito que deve ser uma “mixaria” esse auxílio, e os membros do MPES temem serem vítimas de gozações dos amigos de outros poderes. Kkkkkkk!
 
Greve dos ônibus continua 
A greve dos rodoviários, que teve início na madrugada desta terça-feira (26), será mantida nesta quarta-feira (27). Foi o que informou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Edson Bastos. De acordo com ele, nenhuma nova proposta foi feita. Bastos afirma que os rodoviários estão cumprindo o que foi determinado pela Justiça, mas o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) disse que vai entrar com o pedido de ilegalidade da greve.

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