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Ygor Cássio (redação@eshoje.com.br)

Portuários de Vitória protestaram na manhã desta terça-feira (5) contra a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Os trabalhadores “abraçaram” simbolicamente o porto, gritando palavras de ordem para protestar contra a desestatização. Os trabalhadores ainda interditaram uma faixa da Avenida Getúlio Vargas sentido Palácio Anchieta com um carro de som.

O protesto, que teve início às 7h, com concentração em frente ao prédio 4 da Codesa, terminou por volta das 9h.  Ao todo, 14 sindicatos participaram do protesto, além de federações e centrais, além de trabalhadores da Codesa.

Segundo o Videomonitoramento de Vitória, apesar de os trabalhadores terem ocupado uma faixa da pista e causado lentidão no trânsito, o tráfego de veículos continuou fluindo na região em duas faixas. A Polícia Militar (PMES) acompanhou todo o protesto.

O presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra, criticou o modelo de privatização proposto. “Não podemos perder o controle em cima dos nossos portos. Com a privatização, estaremos implantando um modelo portuário que trará monopólios e cartéis, fazendo com que cargas deixem de operar pelo nosso porto. Além disso, não podemos aceitar que trabalhadores concursados sejam demitidos”, disse.

Segundo o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), os trabalhadores reivindicaram contra a privatização por acreditar que isso trará prejuízos ao porto e a sociedade. “Essa privatização vai abranger todos os envolvidos na logística portuária, trabalhadores vinculados ou não a Codesa e outros na área administrativa. Creio que isso vá trazer um prejuízo ao porto e a sociedade capixaba”.

Foto: Suport-ES
Foto: Suport-ES

Participação

Participam do protesto, além do Suport-ES, os Sindicatos dos Estivadores, dos Arrumadores, dos Vigias, dos Amarradores e dos Conferentes, da Guarda Portuária do Espírito Santo (Sindguapor-ES), dos Trabalhadores em Transporte Aquaviário (Aquasind), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE), Federação dos Conferentes e Arrumadores, além da Associação dos Operadores Portuários (Aopes).

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