Á falta de coragem e determinação, temos um negócio no Brasil que conhecemos apenas como forças policiais, que são as chamadas polícias militares, formada por grupos que se sucedem à cada troca de comando civil, no governo, pela mais absoluta falta de profissionalismo.

Em fevereiro último, para espanto geral, tivemos no Espírito Santo uma greve da Polícia Militar, em condições tipicamente inusitadas. Como as forças militares, constitucionalmente, não podem fazer greve, suas mulheres, aqui, fecharam os portões das guarnições militares, impedindo que seus esposos fossem para as ruas manter a ordem pública e, o resultado de tal fato chamado de inusitado, 219 pessoas foram mortas em vários pontos da Grande Vitória e até hoje não se descobriu culpados.

No Rio de Janeiro, tido como porta de entrada do turismo nacional, avolumam-se as beligerâncias armadas entre grupos rivais do banditismo, onde cada favela tem seu comando e, para não perder o costume, vez por outra uma facção criminosa invade o “campo” de atuação da outra, daí a cidade, tida como maravilhosa, viver sob o comando do banditismo e para onde a Força Militar Nacional foi acionada, de onde quer sair, pela mais absoluta falta de comando ou obediência pelas polícias civil e militar, que se julgam donas do território conturbado, um dos maiores centros do tráfico de drogas do mundo.

Tudo isso ocorre no Rio de Janeiro, no país todo, pela falta de determinação de se criar um sistema único de polícia, a Guarda Nacional, sem as periódicas interferência políticas e se formam bolsões de milicianos que controlam o tráfico de drogas, sob o comando da violência.

Essas coisas todas acontecem no Brasil em virtude da fragilidade das nossas leis e, como resultado, não temos comando de nada e nos transformamos num mundo sob o domínio de uma marginalidade que está podendo tudo, até influenciar na formação política, onde até já anunciaram da “viabilidade” do governador capixaba, Paulo Hartung, ser “sondado” para candidato a governador do Rio de Janeiro. É um exercício de fertilidade de pensamentos impossíveis de acontecer. Pode até imaginarem que essas informações descabidas num noticiário pode impressionar, mas ficará sempre restrito ao noticiário sem propósitos…

Tenho dito e repetido, que a problema brasileiro não é de ordem política. Tudo que está acontecendo no Brasil é porque o judiciário não pode ser um instrumento seguro, eficiente, com a fragilidade das leis que manuseia. O que assistimos no Supremo Tribunal, o digladiar dos seus pares por interesses políticos os mais inconsequentes, é de dar pena e, esse comportamento coloca o país no último degrau da civilização.

Cometários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *