Desenvolve-se de forma cansativa, torrando o saco de quem gosta de TV, a novela do Lava-Jato. A repetição dos fatos, numa tremenda falta de novas informações tem levado as pessoas a mudarem de canal na hora do Jornal Nacional, da Globo, como forma de se distrair até começar a novela propriamente dita.

Vou sempre repetir aqui, o problema brasileiro não é político, é de Justiça. Não tem sentido o sistema judiciário brasileiro. Temos justiça demais, da pior qualidade, em parte graças às leis vagabundas e, em parte à politicalha que cerca a magistratura.

Nascido em berço inteiramente ateu, ouvindo dizer que nada de sobrenatural existia e que deveria acreditar apenas nas pessoas, no que elas falavam, até prova em contrário, vejo que, infelizmente, não posso acreditar no que falam os políticos.

Estamos diante do julgamento da chapa Dilma – Temer, eleita no último pleito e contestada pelo PSDB que apresentou a utilização de recursos públicos no processo eleitoral, alegando outros tipos de fraudes.

Pelo que se desenvolve, dentro da apuração do processo Lava-Jato, sob o comando do juiz Sérgio Moro, as eleições no Brasil continuam sendo desavergonhadas, porque, além de serem eivadas de suspeitas as mais indecentes, abusa-se do uso de recursos públicos, do chamado caixa 2 e outras artimanhas para ganhar o pleito, até mesmo as chamadas pesquisas de opinião pública fraudulentas. Pesquisas que só existem no papel, não têm fonte de informações, por serem terrivelmente viciadas, o que é uma tragédia, porque induzem que pessoas de baixo conhecimento  votem por indução e não por serem esclarecidas, como se apurou ocorrência no último pleito que elegeu Dilma- Temer e que está gerando o processo no Tribunal Superior Eleitoral.

É pena que se diga: nenhum político nacional (NENHUM) merece respeito, por estarem todos viciados com as práticas da corrupção que possui grande influência nas eleições nacionais.

É frustrante dizer que todo quadro político está viciado. Sabe-se que existe muita gente boa nesse meio que não aceita participar desse jogo sujo. Mas alguém me pergunta: “Quem?”. E eu não sei responder…

Estou escrevendo esta coluna ao meio do julgamento da chapa Dilma – Temer, no Tribunal Superior Eleitoral, onde se assentam vestais de pouco discernimento, pelas ligações com este ou aquele lado mas, sempre tem-se a esperança que se acerte, que saibam julgar, que separem as amizades e os interesses. Sinceramente, espero que a chapa seja cassada e se promova novas eleições, tirando qualquer nome viciado do próximo pleito, para o bem do Brasil.

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