Dracmex
Entre os itens apreendidos etstão celulares, tablets, computadores e documentos (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal no Espírito Santo deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a Operação Dracmex, com o objetivo de combater supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional praticados por uma organização financeira sediada em Vila Velha.

A operação contou com a participação de 23 policiais federais que cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na sede da pela organização Best Trade World Exchange e em domicílios de representantes e de alguns dos envolvidos. Foram apreendidos computadores, HD’s externos, telefones celulares, tablets e diversos documentos.

Não houve prisões. As buscas realizadas tiveram como objetivo localizar registros de controle das atividades da organização e delimitar a autoria dos envolvidos.

Entenda o caso

Em abril de 2017, o Ministério Público Federal – MPF/ES solicitou a investigação de empresa por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Segundo o Ministéri, a Best Trade realizava, sem a devida autorização, oferta pública de distribuição de derivativos no mercado FOREX.

A operação no FOREX envolve a compra de uma moeda e a simultânea venda de outra, ou seja, as moedas são negociadas em PARES, por exemplo: dólar e iene (USD/JPY). O investidor não compra dólares ou ienes, fisicamente, mas uma relação monetária de troca entre eles. A forma de negócio está sujeita à regulamentação e à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários – CVM.

Após a emissão de alerta da CVM acerca da ilegalidade do negócio praticado, determinando a suspensão das atividades da organização, houve mudança de nomenclatura de Besty Trade para World Exchange e posteriormente para Worldex, com objetivo aparente de contornar a restrição imposta.

Crimes Investigados

Os investigados responderão pelos crimes previstos no Artigo 7° da Lei n° 7.492/86, Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional, de emissão, oferta ou negociação, de qualquer modo, títulos ou valores mobiliários, sem autorização prévia da autoridade competente, sujeitos a pena de reclusão, de dois a oito anos, e multa.

 

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