Foto:  MPES
Foto: MPES

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Norte) e da Promotoria de Justiça de Mucurici, com participação e apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, deflagrou na quinta-feira (31) a segunda fase da Operação “Varredura” nos municípios de Ponto Belo, São Gabriel da Palha e Baixo Guandu. Foram cumpridos cinco mandados de buscas e apreensões, cinco mandados de conduções coercitivas e dois mandados de prisões preventivas (de até 180 dias quando decretada no curso da investigação ou antes da sentença condenatória recorrível).

O empresário Richelmi Milke, dono da empresa RT Empreendimentos e Serviços Ltda, foi preso em São Gabriel da Palha e encaminhado para o CDP de São Domingos do Norte. Já o secretário de Administração e Finanças de Ponto Belo, Vanilson Alves Vilela, foi preso naquele município e encaminhado para o CDP de São Mateus.

Os mandados foram deferidos pelo Juízo de Mucurici. Foram apreendidos documentos, computadores, mídias e outros equipamentos e materiais. O MPES apura a prática, em tese, de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, formação de quadrilha, fraude à licitação, tráfico de influência, dentre outros. Além da RT Empreedimentos e Serviços Ltda, são investigadas como partícipes do esquema fraudulento as empresas Aliança Serviços e Construções Ltda e Qualitar Limpeza e Soluções Ambientais Ltda. Há fortes indícios de que essas três empresas tinham a participação do empresário Richelmi Milke, conforme documentos apreendidos pelo MPES durante a apuração.

O último contrato emergencial da Prefeitura de Ponto Belo para a coleta e reciclagem de lixo totalizava R$ 124 mil. Uma nova licitação estava em curso no município. A empresa ganhadora, que seria anunciada na quinta-feira (31/08), de acordo com os documentos apreendidos, seria a Qualitar. O novo contrato giraria em torno de R$ 274 mil ao ano. Em depoimento ao MPES, o secretário Vanilson confirmou o esquema e apontou o empresário Richelmi como mentor da fraude.

Outro fato que chamou a atenção dos promotores de Justiça do MPES foi a falta de aferição na tonelagem do lixo descartado. A forma de apuração era feita com a contagem do número de caminhões que transportavam o lixo, o que possibilitaria o superfaturamento dos valores a serem pagos para a empresa prestadora de serviço.

As investigações continuam, conduzidas por cinco promotores de Justiça, com participação e apoio de policiais do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, além de outros servidores. Os membros do MPES ainda analisam os documentos e dados apreendidos e tomam declarações dos investigados, testemunhas e informantes.

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