WhatsApp Image 2018-01-18 at 18.29.17A segunda fase da Operação Lama Cirúrgica foi deflagrada no município de Vitória nessa quinta-feira (18). Foram cumpridos dois mandatos de busca e apreensão, na empresa Alfa Medical Ltda. Na operação foram apreendidos 74 caixas de arquivos, sete computadores, dois celulares, um pendrive, um HD externo, documentos pessoais e materiais cirúrgicos para realizações de cirurgias ortopédicas.

O proprietário da empresa, que não teve o nome divulgado, foi indiciado por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, adulteração de produto destinado a fins medicinais e estelionato.

As investigações começaram no mês de dezembro do ano passado, após o Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc) ter recebido informações de que os sócios da Alfa Medical estariam envolvidos em fraudes relacionadas a adulterações de etiquetas de produtos para saúde. Com as investigações foi possível verificar a existência de indícios de adulteração e falsificação de diversas etiquetas de produtos médicos de uso único, sendo de reutilização proibida pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o subsecretário de Segurança Pública (Sesp), Jose Monteiro Junior, a apreensão dos acusados na primeira fase e a descoberta do envolvimento da empresa Alfa Medical são apenas o começo de uma grande investigação, para desarticular uma possível organização criminosa que atua na área da saúde no Estado.

WhatsApp Image 2018-01-18 at 18.29.18“Podemos dizer, mediante as provas e os números de pessoas envolvidas nessa operação, que se trata de uma organização criminosa e a desarticulação da mesma trará grandes benefícios à população”, afirmou.

O proprietário da empresa Alfa Medical confessou, em uma entrevista preliminar, que fazia o reprocessamento ilegal de diversos produtos de uso para saúde, entre os anos de 2012 e 2016, bem como a prática de comercialização dos referidos produtos reprocessados ilegalmente.

Segundo o delegado-chefe do Nuroc, Raphael Ramos, o proprietário alegou também que não tinha conhecimento de que a prática era ilegal. O delegado informou ainda que durante as investigações foi constatado que o enfermeiro Thiago Wain, preso na última terça-feira (16) na primeira fase da operação, teria trabalhado como técnico na empresa nos anos de 2012 a 2016. Esse seria um dos motivos das investigações terem chegado a Alfa Medical.

“As investigações feitas até agora, concluíram que o enfermeiro Tiago Wain, trabalhou como técnico na Alfa. Sendo assim começamos a investigar a empresa, quando fomos fazer a abordagem houve uma tentativa, frustrada, de destruição de provas. E em seguida conseguimos apreender matérias, que provam uma possível participação da empresa no esquema de vendas de materiais reutilizados”, declarou o delegado.

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