IMG-20170622-WA0030A identificação de corpos por exames de DNA só acontece em última hipótese, quando os métodos de identificação tradicionais não são possíveis. Dos 21 corpos que chegaram ao Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, 10 terão de ser identificados dessa forma devido ao nível de carbonização em que chegaram. Nesta quinta, quatro corpos de capixabas foram identificados e liberados e, até o momento, outros seis já foram feitos a identificação através dos exames papiloscópicos, e liberados. Mais cinco estão em processo de identificação, onde há necessidade de confrontar dados com outros estados. Enquanto os exames de DNA demoram de 10 a 30 dias para os resultados, dependendo da qualidade da amostra, a o resultado da papiloscopia sai em até 48 horas.

O Secretário André Garcia afirmou que está em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para o confronto de informações e identificação dos demais corpos. Ele afirmou que pelo menos 10 são capixabas. O ônibus vinha de São Paulo, então é possível que parte dos outros corpos sejam de lá e também de outros estados.

andre garcia“Dos corpos que foram direcionados ao DML, dos 21, 11 vão se submeter a exame de DNA. Os outros, o reconhecimento é normal, por meio das digitais. Pelo menos 10 são capixabas. O restante, fizemos contato duas vezes com Secretário de Segurança de São Paulo para acelerarmos o fluxo de trocas de informações. Do material coletado aqui, isso vai ser encaminhado para identificação e confrontação das vítimas. Precisamos que esse fluxo de informações seja feito o mais rápido possível e que as vítimas sejam identificadas”, afirmou Garcia.

O secretário visitou, na manhã desta sexta-feira alguns dos feridos que estava hospitalizados no Hospital Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra. “Hoje de manhã fizemos visitas às vitimas que estão Hospital Jayme e visitamos três que estão recebendo todo o tratamento necessário para recuperação. Conversamos com dois deles que estão com condições de conversar, mas ainda estão em um estado tentando se recuperar do trauma que sofreram”.

O chefe da Polícia Civil do Espírito Santo, Guilherme Daré, afirmou que, a partir das declarações da superintendência da Polícia Rodoviária Federal, o motorista da carreta, que morreu no acidente, foi o principal responsável. Devido às situações irregulares em que se encontrava a carreta é o proprietário da mesma que deve ser responsabilizado. Ele, inclusive já está em Vitória, foi intimido a prestar depoimento e deve fazê-lo na tarde desta sexta-feira. Caso seja comprovada a responsabilidade ele pode responder por homicídio culposo.

“A declaração dos superintendente da PRF nos conduz a entender que realmente o veículo foi o causador do acidente. Nos conduz a dizer que o condutor do veículo é responsável pelo acidente, logo o proprietário também é responsável pelo acidente. Se comprovado a negligência e imprudência e aí a responsabilização é dele, porque se o veículo não estava em condição de trafegar é indício que ele é responsável. Ele podem ser indiciados por homicídio culposo”, concluiu Daré.

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