codesaAs obras de dragagem e derrocagem (retirada de rochas) do canal de acesso ao Porto de Vitória vão aumentar em 30% a movimentação de cargas. Parada desde o início de 2015 por necessidade de ajustes contratuais entre o Governo do e o consórcio, ela foi entregue na tarde desta segunda-feira (2) e está estimada em R$ 118,6 milhões.

Foram dragados quase 2 milhões de m³ de sedimentos e derrocados mais de 110 mil m³ de pedras submersas. Segundo o presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (CODESA), Luis Claudio Montenegro, a expectativa é que as novas profundidades dobrem a operação de embarcações de 35 para 70 mil toneladas. Já a movimentação deve passar de 6 para 8 milhões de toneladas.

“Não é muito certo dizer que o Porto traz desenvolvimento, mas ele é imprescindível ao desenvolvimento. Agora os empresários, sabendo dessa capacidade, começam a negociar com navios maiores a frequentar o Porto. Essa negociação traz fretes menores, ou seja, a cobrança do transporte é mais barata, e ai a gente consegue ser mais competitivos. Andamos historicamente perdendo cargas pra outros portos e Estados. Voltamos a ter essa competitividade, associada a toda logística do ES, contribuindo e atraindo cargas para cá e trazendo benefício econômico para toda região”.

A obra vai aumentar também a capacidade de profundidade de 11,70 m para 14metros no canal de acesso; e de 11,70 m para 13m a bacia de evolução. Segundo Montenegro, as novas medidas vão garantir acesso de navios maiores, que antes precisam de aprovação da Marinha do Brasil. A expectativa é que eles passem a atracar diretamente no Porto de Vitória dentro de um mês.

“O objetivo é a segurança de todos os dados, mas estamos muito confiantes. Estamos trabalhando com a Marinha o tempo inteiro, ao longo de toda a obra. Já recebemos algumas homologações de resultados já encaminhamos os últimos feitos nas últimas semanas. Deve sair nessa semana ou na outra a o de todo nosso canal de acesso, e na sequência a da bacia de evolução e berços”.

Já foram fechadas linhas diretas de transporte de containers para a Ásia, Norte da Europa e Costa Oeste dos Estados Unidos. “Ainda é um volume inicial mas nós já temos frequências de transportes e já recebemos indicativo positivo de todo o empresariado que já começa a explorar esse serviço no Porto de Vitória”, concluiu Montenegro.

 

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