Deu no jornal Le Monde: na França o álcool responde por duas mortes a cada três causadas por acidentes de trânsito nas noites de sexta-feira e sábado. Ainda naquele país, registrou-se o caso de uma mulher que dirigiu 20 km na contramão de uma rodovia, causando 7 colisões envolvendo 18 carros.
Nos Estados Unidos noticiou-se que um motorista bêbado voltou para casa com um cadáver de um homem grudado no vidro dianteiro de seu carro. A Polícia somente o localizou seis horas depois.
Na Inglaterra, conforme a BBC News, mais de 25% dos motoristas jovens admitem beber antes de dirigir. O Departamento de Transportes confirmou que 20% dos jovens com até 19 anos que morreram em acidentes de trânsito estavam embriagados.
Na Suíça, de acordo com o informativo Swissinfo, 20% das mortes no trânsito são decorrentes da ingestão de álcool pelos motoristas. Li no El Clarín que na Argentina 10% dos motoristas que dirigem pelas estradas costeiras estão bêbados.
Em Singapura, o jornal Channel News Asia alertou para um brutal aumento dos casos de colisão e fuga – além de causarem danos e lesões, os motoristas ainda fogem em disparada do local do acidente.
Na Suécia noticiou-se a criação de um seguro para motoristas infratores que cobriria o equivalente a até três multas anuais por excesso de velocidade – e, por um pequeno adicional, até multas por estacionamento proibido ficariam abrangidas.
Na cidade de São Paulo cerca de 50 radares fotográficos são destruídos a cada ano, 20% deles a tiros. Na Nova Zelândia agentes de trânsito foram aos jornais reclamar das ameaças e violências dos motoristas – facas no pescoço, tiros, socos e palavrões integravam a longa lista de ocorrências.
No Canadá um motorista suíço apanhado a 160 km/h justificou-se dizendo que estava acostumado a desviar de cabritos nas estradas de seu país. Nos Estados Unidos uma criança de 11 (onze) anos, surpreendida pela Polícia dirigindo a 170 km/h, estava bêbada. Na Inglaterra um motorista foi fotografado em uma estrada dirigindo seu Porsche a 275 km/h.
Na Estônia um homem cego foi preso dirigindo um veículo (deu na Agência Reuters). Poucos meses depois ele foi preso novamente: além de estar dirigindo achava-se embriagado. Na Inglaterra (li na BBC News) outro cego foi preso dirigindo em alta velocidade e à noite.
Na Alemanha um motorista de 46 anos ouviu do aparelho de navegação de seu carro uma instrução para dobrar à esquerda. Obedeceu sem olhar. Como a entrada à esquerda estava 100 metros à frente ele causou um grande acidente.
Nos Estados Unidos o proprietário de um “trailer” dotado de piloto automático saiu da concessionária, alcançou a estrada, ligou o dito cujo, levantou-se e foi dormir. Em seguida ao óbvio acidente que se sucedeu, declarou que “achava que o piloto automático dirigiria o carro”.
Naquele mesmo país um desenhista criou uma insólita “estória em quadrinhos”.  Tudo se passa no interior do Museu do Automóvel, onde alguns turistas conduzidos por um guia se deleitavam com o estudo das origens dos carros.
O primeiro cenário visto é simples: um macaco, simbolizando a origem do ser humano.  Em seguida, um homem pré-histórico, às mãos uma roda de pedra.  Logo após, o carro de boi.  Segue-lhe a biga romana.  Aparece, então, o “calhambeque”.  Chegam os “carrões” dos anos 50, e os econômicos “carrinhos” dos anos 70.  Volta-se à atualidade e todos os turistas, maravilhados com o progresso alcançado a partir de um grotesco macaco, demonstram seu deslumbramento.
Encerra a exposição o “carro do futuro”, inspiração dos cientistas para os próximos anos. Em seguida, e finda a visita ao museu, os turistas, felizes e entusiasmados com o progresso da raça humana, embarcam no veículo que os conduzirá de volta às suas casas.  O motorista do veículo?  Ninguém menos que aquele macaco exibido logo à entrada do museu…

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