Paiva Netto

José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta, nasceu em 2 de março de 1941, no Rio de Janeiro/RJ, Brasil. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.

O ser humano deve orgulhar-se de existir e lutar infatigavelmente pela Vida. Vencer a si próprio, de modo a conquistar, para todo o sempre, sua dignidade espiritual, “o tesouro que o ladrão não rouba, a traça não rói nem a ferrugem consome” (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 6:20).

“Vencedor é aquele que vence a si mesmo”, preconiza André Luiz (Espírito). Deus, que é Vida, para a Vida o criou. Dizia Napoleão Bonaparte (1769-1821) que “a melhor figura de retórica é a repetição”. É bom, portanto, reiterar esta advertência de Jesus: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos. Por não crerdes nisso, errais muito” (Evangelho, segundo Marcos, 12:27).

Eis por que, quando o alcança a morte, dela não herda o esquecimento ou o ócio perenes; porém, mais e mais Vida… A morte não existe. É um boato. “Deus não nos criou para nos matar”, afirmava Alziro Zarur (1914-1979).

Graham Greene (1904-1991), famoso escritor inglês, nas suas meditações concluiu, esperançoso, que “nosso mundo não é todo o Universo. Talvez exista um lugar onde Cristo não esteja morto”.

Ora, sabemos, com certeza, que essa dimensão esplêndida é uma realidade. Aos Seus seguidores — aqueles que, pelos milênios, perseverarem até o fim —, Jesus, o Divino Mestre, deixou esta revelação consoladora:

“Jesus conforta os Discípulos
(Boa Nova, segundo João, 14:1 a 3)

“1 Não se turbe o vosso coração; crede em Deus, crede também em mim.

“2 Na casa de meu Pai [o Universo], há muitas moradas. Se assim não fosse, Eu o teria dito a vós. Vou preparar-vos lugar.

“3 E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde Eu estiver, estejais vós também”.

Antes e depois da Vida, há Vida. Diga não ao suicídio!

Sucumbem em erro os que buscam o suicídio, pois a parca lhes ofuscará os olhos, que procuraram a sombra de uma pretensa inação, com mais luz, isto é, mais Vida, a lhes cobrar severas contas de antigos compromissos assumidos. Antes e depois da Vida, há Vida e as incorruptíveis Leis que universalmente a regem e sobre ela preponderam.

De Deus não se zomba

Recordemos o alertamento de Paulo Apóstolo: “De Deus não se zomba. Aquilo que o homem semear, isso mesmo terá de colher” (Epístola aos Gálatas, 6:7).

Assim está, sob muitos aspectos, o mundo nestes últimos tempos: suicida.

A maior das reformas: a do ser humano

A Terra é belíssima! Convida ao sucesso. Mas o ser humano nem sempre tem sabido respeitá-la. Por isso, a reforma precípua é a dele próprio. Urge, neste término de século e milênio, que esta preceda as demais. Daí a importância da Educação com Espiritualidade Ecumênica, o mais seguro passo que uma nação pode dar em favor da liberdade de seu povo, pois, quanto mais ignorante for, mais escravo será.

A Vida é uma conquista diária. Lição de Fé Realizante a todo momento solicitada, para que não venhamos a cair na ociosidade, mãe e pai dos piores males que assolam o Espírito e enfermam consequentemente o corpo físico e o social.

Na verdade, não basta ter agido bem ontem. Necessário se faz melhor caminhar hoje e ainda mais gloriosamente amanhã.

Água parada: lodo. Vida ociosa: inferno

Bem a propósito estas palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860): “Aristóteles dizia com acerto: ‘A vida consiste em movimento e nele tem sua essência’ (De Anima, I,2). Em todo o interior do organismo, impera um movimento incessante e rápido. (…) Se houver uma ausência quase completa de movimento externo, como ocorre na maneira de vida sedentária de inúmeras pessoas, então nascerá uma desproporção gritante e perniciosa entre a calma exterior e o tumulto interior, pois até o constante movimento interior quer ser apoiado pelo exterior”.

Observou Goethe (1749-1832) que “Uma vida ociosa é morte antecipada”.

E o escritor irlandês Oliver Goldsmith (1728-1774) sugere: “Tal como a abelha, façamos do nosso ofício a nossa satisfação”.

Deus é o Criador do Universo, Magna Vida, na qual sobrevivem todas as Suas criaturas. O Cosmos é, pois, dinâmica. Jesus, o maior dos pensadores, sintetiza tudo: “Meu Pai não cessa de trabalhar” (Evangelho, segundo João, 5:17).

É, portanto, obtusa a ideia de um paraíso de desfrutáveis tocadores de harpa, ditos salvos, mas, na verdade, pelo que parece, totalmente despreocupados com o sofrimento dos seus Irmãos. Tal lugar não pode ser o Paraíso de um Deus de Amor, cujo Filho Primogênito veio à Terra pregar a Solidariedade sem fronteiras. Cabe-lhe melhor, àquele pseudoparaíso, o título de inferno.

Neste acentuado transcurso de tempos, nenhum país poderá progredir sem promover Desenvolvimento Social e Sustentável, Educação e Cultura, Arte e Esporte, com Espiritualidade Ecumênica, a fim de que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos os seus componentes, despertando neles a Cidadania Planetária.

A existência humana sem atividade produtiva e lazer é a própria morte para o cidadão.

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