Dedicamos Fernando Pessoa ao famoso João Gilberto que aos 86 anos grande mestre da bossa nova, encontra-se no meio de uma dolorosa briga familiar: “as vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Agora ele está interditado pela própria filha…. que filha!

Em 12 de maio de 1971, A História é Amarela da Revista Veja, exalta que o João Gilberto é o “mito sem mistérios, ele não é desligado”. Essa imagem vem justamente da atenção que presta em tudo. O crítico John Wilson do New York Times em um artigo elogioso, sobre sua apresentação em Nova York, usou as palavras do próprio João Gilberto, que nos transcrevemos para homenageá-lo, “Hoje, vou me refinando, ficando minha música até que eu consiga atingir a verdade mais simples como quando eu era criança”.

Ele, quando apresentado, também exigia uma determinada participação do expectador e exigia silêncio. Se recusava a tocar em boates. Em 1962 foi convidado juntamente com Tom Jobim e Vinícius de Moraes (nossos queridos astros) para exibir-se no Carnegie Hall, na famosa apresentação de bossa nova ao o público americano.

Em 1964 e 1955 classificou-se entre os quinze primeiros nos discos de ouro. Usou parte do dinheiro no tratamento de sua Mãe e que foi curada.

A Revista Veja nos trouxe a notícia que ele está soterrado em dívidas e sob interdição Judicial, foge dos credores, da justiça e dos próprios filhos. É bom lembrar sua música, chega de saudades, “não há paz, não há beleza é só tristeza e melancolia”. É o que sentimos de João Gilberto.

Acrescentamos nossas homenagens ao Grande Mestre João Gilberto:

No fundo de cada alma há tesouros escondidos que somente o amor permite descobri. (E. Rod).- “Nunca olhe para trás para ver o quanto já percorreu. Olhe o seu coração que quando um mundo de auroras e anoiteceres”. (A. Yupanqui).

E por fim Horácio: A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas.

Rômulo Augusto Penina é membro do Conselho de Administração da Multivix

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