WhatsApp Image 2018-02-04 at 00.26.53Sob as bençãos de Nossa Senhora e São Benedito, conforme cantou no samba, a Novo Império, escola de Caratoíra, em Vitória, entrou na avenida às 23h16. Cruzar o Sambão do Povo vinha com uma expectativa a mais: contar em 60 minutos, sob os olhos atentos do público e jurados, os 100 anos do Sindicato da Estiva, enredo que enfrentou críticas.

O samba se chamou “No vai e vem do mar: e lá se vão 100 anos do Sindicato de Estiva”. De forma surpreendente, a escola transformou a avenida numa grande homenagem aos estivadores, relacionando isso à orixá Iemanjá (considera mãe das águas) em forma de agradecimento. Parece ter funcionando. O samba e a bateria coreografada levantaram o público presente!

As baianas, as mais conhecidas nos desfiles, passaram pela avenida vestidas de azul em alusão à Nossa Senhora, santa da igreja católica. A escola terminou o desfile com uma hora e vinte e sete segundos, com tranquilidade. “A história da estiva se confunde com a história da Novo Império porque muitos componentes foram estivadores. Hoje nos temos avós, filhos, netos na escola de estivadores. Algumas pessoas criticaram dizendo que o enrendo foi patrocinado. Mas não tem como falar da estiva e não falar da Novo Império. Os carros estão lindos. A expectativa da comunidade é brigar pelo título!”, disse a diretora de comunicação da escola, Suzana Bremenkamp.

A escola foi a segunda pisar na avenida, na noite desta sábado. Ela cruzou o Sambão do Povo com com 1,3 mil componentes e quatro alegorias.

Enredo: “No vai e vem do mar, lá se vão 100 anos do Sindicato da Estiva”
Compositores: Artur Nicolau, Gabriel Nicolau, Tadeu Ronchi,  Tim Santos, Lolo, Thiago Bandeira, Kaike Sant’Anna e Rogério Só Filé

Imperiano eu sou
É força, garra da comunidade
A Sindestiva vem no balanço do mar
Pro centenário comemorar

Odoyá, Janaína
Ôh! Mãe das águas, traçou meu caminho
Um porto de inspiração,
Imigrantes batalharam nesse chão
Do norte do Brasil para nossa capital o
Comércio se expandiu é internacional
Com a força de um povo guerreiro, suor derramado no chão
Do índio, branco e negro, miscigenação

Bate o tambor que chegou a marinhagem
Damas, cassinos, boêmios, malandragem
A orquestra da o tom em uma só canção
Hoje é noite de fascinação

Em cada olhar vejo um novo amanhecer,
O orgulho de ter o solo abençoado
Semear o grão, rumo a exportação
É festa vamos comemorar
Sob as bênçãos de Nossa Senhora, Salve São Benedito,
Hoje é dia de celebrar!
Meu paraíso não existe nada igual,
É lindo ver o trabalho a beija do cais
Todos num só coração, chegou a estiva guerreira
Novo Império é raiz, bate no peito e diz.

Cometários

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