A Mayo Clinic-led study found that protective mastectomies that preserve the nipple and surrounding skin prevent breast cancer as effectively as more invasive surgeries for those with BRCA. (Fotolia)

Perder os cabelos pode ser um dos processos mais dolorosos para as mulheres no tratamento de câncer. Forte característica da identidade feminina, a falta deles mexe com a autoestima da paciente. Mas, no Espírito Santo, é possível que os diagnosticados com câncer se submetam à quimioterapia preservando mais de 70% dos fios capilares. Isso é possível a partir da crioterapia.

Trata-se de um método que consiste “no resfriamento do couro cabeludo para evitar que as drogas quimioterápicas cheguem à região e provoquem a queda de cabelo”, como explica Roberto Lima, oncologista e diretor-técnico do Centro Capixaba de Oncologia (Cecon), que já realizou o procedimento em cerca de 150 pacientes, desde setembro de 2015.

O oncologista afirma que com a crioterapia é possível preservar até 70% do cabelo, além da maior facilidade de crescimento após o tratamento quimioterápico. A auxiliar administrativa, Sandra Maria Brioschi, é prova da eficiência do tratamento. Diagnosticada com câncer na mama no dia 13 de junho de 2017, após completar 60 anos, ela afirma que a notícia foi “traumatizante”.

Sandra Maria Brioschi4“Foi um baque. A queda do cabelo é muito dolorosa, nos deixa com sensação de impotência, mais fragilizada ainda, porque mexe com a nossa autoestima. (Com o tratamento) A impressão que tenho é de estar levando uma vida normal e tranquila, pois estou completa, sem efeitos colaterais. Não tem sentimento de inferioridade. Estou fortalecida”, relata Sandra.

Preventivo de colo uterino em 30 segundos
Dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de colo uterino é o terceiro que mais acomete a população feminina no Espírito Santo. De acordo com estudo realizado em 2016, 16 casos a cada cem mil mulheres no Estado, totalizando um total de 300 casos de câncer de colo uterino em terras capixabas.

João cremascoMas ainda no mês de fevereiro, o exame mais moderno no que se refere a preventivo de colo uterino começará a ser realizado no Espírito Santo – 4% dos municípios brasileiros têm acesso a este exame – com resultado em sete dias e inúmeras vantagens com relação ao método tradicional, o Papanicolau. Trata-se do “preventivo colpocitológico em meio líquido”.

“No que se refere ao falso negativo a taxa do método convencional é de 5% a 50%.  Já no meio líquido é de 0,8%, ou seja, quase inexistente. Exames insatisfatórios, no método convencional, pode chegar até 13,6%. No meio líquido pode chegar até 0,9%. No exame convencional, há uma perda de até 80% das células, que não são transferidas para a lâmina, perdendo muito material. Já no preventivo em meio líquido essa perda é zero. 100% das células são passadas para análise”, explica o médico patologista João Cremasco.

Outras vantagens do preventivo em meio líquido incluem a possibilidade de usar o material coletado para pesquisar diversas outras análises como DNA, clamídia, fenotipagem e genotipagem do HPV (Papiloma Vírus Humano) em tempo real e vários outros.

“No novo método conseguimos manter uma reserva do material no laboratório por até seis meses, podendo realizar estes testes complementares sem precisar de novos procedimentos ou biópsias. Além disso, para a paciente, a coleta tradicional pode demorar até 5 minutos e costuma causar desconforto. Normalmente se usa uma espátula em madeira. Com o material do processo em meio líquido (é uma escovinha), esse tempo reduz para 30 segundos e é muito menos incômodo. O laudo sai em até sete dias”, explica Cremasco.

As vantagens também são financeiras. Enquanto para a realização do método tradicional é cobrado cerca de R$ 58, o novo preventivo terá o custo de R$ 70. “É pouca diferença na questão do preço, por uma vantagem que nem se compara”, finaliza.

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