Foto: Divulgação
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O diabetes é uma doença que atinge de 7 a 10% da população brasileira e é resultado da diminuição da ação ou da quantidade de insulina, que é um hormônio produzido pelo pâncreas responsável pela utilização da glicose pelas células do nosso corpo.

Os principais sintomas são: sede em excesso, aumento da urina, apetite exagerado, perda de peso com emagrecimento rápido, alteração na visão, dificuldade na cicatrização de feridas, infecções de repetição (principalmente urinárias), dor ou formigamentos nas pernas, cansaço fácil com sensação de fraqueza, dificuldade de concentração, enjoos com vômitos e dor abdominal.

Existem três tipos de diabetes: tipo 1, que se caracteriza pela ausência absoluta da fabricação de insulina pelo pâncreas e atinge principalmente crianças e adolescentes; tipo 2, a de maior incidência, caracterizada pela deficiência relativa de insulina e pelo defeito na sua função, denominado de “ resistência insulínica “, responsável por 90% dos casos e que geralmente aparece na fase adulta, muito frequente em pessoas com obesidade, sedentárias e com hábitos alimentares pouco saudáveis; e a diabetes gestacional, que ocorre na gravidez, normalmente na fase final, principalmente naquelas gestantes que engravidam acima do peso ou que ganham muito peso durante a gestação.

“Temos visto nos últimos anos um incremento importante desta doença em nossa população, principalmente no diabetes tipo 2, doença que tem uma forte ligação familiar ou genética, e que pelos maus hábitos alimentares, principalmente pela ingestão de alimentos ricos em carboidratos, além do sedentarismo e do aumento do peso, vem se consolidando como uma epidemia em nosso meio”, cardiologista José Aid Soares Sad.

O médico explica que o diabetes no adulto, quando mal controlado, leva à inflamação dos vasos sanguíneos e é o grande responsável pelo aumento dos casos de infarto do coração, do derrame cerebral, da insuficiência renal e das doenças vasculares periféricas responsáveis pela amputação de membros do nosso corpo.

“Devemos, pelo menos uma vez ao ano, realizar as dosagens de glicose sanguínea, principalmente aquelas pessoas que têm casos conhecidos na família. A glicemia ideal é aquela colhida pela manhã, em jejum, e que esteja abaixo de 100mg/dL, ou que, colhida após 2 horas das refeições, esteja abaixo de 140mg/dL”, orienta

Tratamentos – O tratamento do diabetes tipo 1 é realizado com o uso regular da insulina e com medidas dietéticas adequadas. O diabetes tipo 2, dependendo do estágio do diagnóstico, pode ser revertida ou controlada com uma reeducação alimentar, pela perda de peso e com o aumento da atividade física. Quando essas medidas não são suficientes, os médicos lançam mão de medicamentos para estimular o aumento da secreção da insulina ou para a eliminação do excesso de açúcar estocado no fígado.

 

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