Nezias Pividor de AlmeidaUm metalúrgico foi preso no local de trabalho, Às 6h15 desta sexta-feira (5), em Vitória, acusado de manter relações sexuais com uma menina de 11 anos. De acordo com a polícia, Nezias Pividor de Almeida, 59, oferecia brinquedos a criança, que era vizinha dele, em troca de sexo.

O titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Lorenzo Pazolini, relatou que o acusado era amigo e vizinho da vítima, no município da Serra, há nove anos. Viu a menina crescer, tinha confiança dos parentes, tomava conta e até buscava a criança na escola. Nesse momento, se aproveitava para leva-la a casa dele, e praticar os abusos dentro do quarto até duas vezes por semana.

“Ele era tratado como familiar. Havia muita proximidade, tanto que faziam festas em comum. Ele até auxiliou no aniversário da vítima com material, bolo e todo o tipo de conteúdo. A partir dai ele se aproveitou da confiança, extrapolou e propagou todo esse mal na vida da criança”.

Ainda segundo o delegado, Nezias Almeida presenteou a menina com um ovo de chocolate na páscoa, e um smartphone. O irmão da vítima, de 14 anos, resolveu mexer por curiosidade no celular e se deparou com vídeos, áudios e imagens pornográficas trocadas entre os envolvidos. Ele mostrou os arquivos para a mãe, uma auxiliar de serviços gerais de 40 anos. De posso do material, ela levou a criança a DPCA, no bairro Jucutuquara, em Vitória.

“A violência começou quando ele passou a ugestionar praticas sexuais. Inicialmente orientou que ela se despisse até tocar o próprio corpo. Foi então que tudo começou a acontecer com a produção de vídeos, áudios, imagens até chegar na conjunção carnal”.

dpcaEntre as mensagens acessadas no celular da criança, ele se oferecia passeio ao cinema e até créditos no aparelho. Em outras, questionava se ela não sentia falta dele e porque demorava a responder as mensagens. “Como tinha confiança da família isso foi acontecendo dia a dia até chegar ao estupro de vulnerável”, afirmou o delegado.

De acordo com Pazolini, o acusado morava com filho e nora. Estava separado da esposa e pode ter visto na menina uma companheira. “Ele passou a ter desejos sexuais com a criança. Ela acabou sendo utilizada para satisfação sexual”.

O delegado disse ainda que o acusado era bom funcionário, trabalhou em várias empresas e sempre era bem recomendado no mercado de trabalho. Ele confessou a produção dos materiais pornográficos no celular, mas não a conjunção carnal.

“Os pais e responsáveis tem dever moral e legal de estarem atuantes no dia a dia. Sobretudo verificando redes sociais, troca de mensagens e qualquer tipo de sites, chats e aplicativos. Recomendamos sempre a instalação de filtros de conteúdo, que impedem o acesso da criança a conteúdo malicioso. Além disso a ferramentas de controle em tempo real de todo o conteúdo online. Assim, os pais sabem o que a criança está acessando”, orientou Pazolini.

Na delegacia, o metalúrgico negou as acusações. Disse que o caso na justiça, que vai esclarecer os fatos. Pelos crimes, vai responder por estupro de vulnerável, além de produção e armazenamento, difusão de conteúdo pornográfico envolvendo crianças. Ele foi encaminhado ao Presídio Estadual de Vila Velha (PEVV), em Xuri.

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