Os médicos deixaram o IML com os rostos encobertos e não falaram com a imprensa. Foto: Thais Rossi
Os médicos deixaram o IML com os rostos encobertos e não falaram com a imprensa. Foto: Thais Rossi

O Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc) divulgou, na tarde desta quarta-feira (28) informações sobre a quarta fase da Operação Lama Cirúrgica, que culminou nas prisões dos médicos Rodrigo de Souza Soares, de 43 anos, e Marcos Robson de Cassia Alves Junior, 36, realizadas pela manhã.

Segundo o Nuroc, Rodrigo é sócio de Gustavo Deriz Chagas e Marcos Roberto Krohling Stein na empresa Golden Hospitalar, empresa da Serra que repassava a hospitais particulares da Grande Vitória produtos que deveriam ser usados uma única vez para reutilização com rótulos adulterados. Gustavo e Marcos Roberto foram presos em janeiro, na primeira fase da operação.

Já Marcos Robson, de acordo com as investigações, é apontado como uma das pontes entre a empresa e os hospitais, intermediando a compra e utilizando o material “reciclado” em procedimentos cirúrgicos. Os quatro, segundo a polícia, possuíam um grupo de whatsapp aonde debatiam preços e datas de entrega, tanto de materiais quanto de dinheiro. Em uma das conversas Rodrigo, que era apelidado pelos colegas de Piolho, afirma “Quando a gente for rico, vamos rir disso!!!”.

quarteto presoOs envolvidos poderão ser condenados pelos crimes de: formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, adulteração de produtos para fins medicinais e estelionato.

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Mais uma etapa

O delegado gerente do Nuroc, Raphael Ramos, afirma que trata-se de uma operação de seguimentos. “Em cada fase a gente tenta exaurir um aspecto, nessa o objetivo do Nuroc foi analisar o envolvimento social do grupo. Quem eram as pessoas que tinham atos de gestão no grupo, se havia algum sócio de fato, e foi isso que foi constatado”, relata.

O Nuroc informou também que ainda são investigadas participações de hospitais privados da Grande Vitória, bem como profissionais da área de saúde que podem estar envolvidos com a fraude. Na próxima fase, poderá ser divulgada uma lista com os estabelecimentos hospitalares que receberam os produtos adulterados e os pacientes lesados pelo esquema.

Com informações de Bárbara Caldeiras

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