Kauã e JoaquimA justiça começou a ouvir, na tarde desta quarta-feira (10), as primeiras testemunhas arroladas no caso dos irmãos Joaquim Sales Alves, de 3 anos, e Kauã Sales Butkovsky, 6, encontrados carbonizados em Linhares. Entre os que compareceram ao Fórum Criminal de Vitória, está o pai de Kauã, o comerciante Rainy Butkovsky. Ele chegou acompanhado da mãe, por volta das 13h20.

Rainy Butkovsky não quis gravar entrevista, mas informou que um dos ouvidos foi um bombeiro que esteve no local do crime. A previsão é que a mãe e ele falam em seguida (respectivamente). O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) informou apenas que a próxima audiência do caso acontece no dia 23, em Linhares. O processo corre em segredo de justiça.

Acusado pode ser ouvido

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Georgeval e Juliana com os filhos. Os dois estão presos, acusados de duplo homicídio triplamente. Foto: Arquivo pessoal

O Presidente da Comissão de Advogados Criminalistas da OAB/ES, Rivelino Amaral, explicou que hoje inicia-se o processo da chamada Audiência de Instrução e Julgamento (AIJ) onde serão ouvidas todas testemunhas e o acusado, Georgeval Alves. A esposa dele, Juliana Sales, também está presa pelo crime.

Segundo Rivelino Amaral, existe uma ordem para que essas pessoas sejam ouvidas. “Primeiro as testemunhas de acusação (aquelas arroladas pelo promotor), depois as testemunhas de defesa e por último os interrogatórios.”

O advogado ressalta que as testemunhas são sempre ouvidas nas cidades aonde moram e que o processo corre na cidade aonde ocorreu o crime, por isso algumas pessoas são ouvidas em outras cidades e não em Linhares. Contudo, a decisão final bem como os depoimentos dos acusados ocorrerá em Linhares.

“Após ouvidas todas as testemunhas o processo vai para o promotor e depois para a defesa para apresentarem as suas alegações finais e finalmente o juiz proferirá a sentença. A sentença desse processo não condena nem absolve ninguém, ela serve tão somente para dizer se os réus serão submetidos ao Tribunal do júri. É a chamada sentença de pronúncia”.

Com informações de Bárbara Caldeiras

 

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