A polícia conseguiu imagens de Gabriela Silva de Jesus, 24, no bairro Colina de Laranjeiras, na Serra, que mostram o momento em que ela é abordada e jogada a força dentro do veículo Fiat Idea cor preta por Alexandre Santos de Souza, 31. O ex-noivo dela, Rogério Costa de Almeida, 34, era quem dirigia o carro. O crime foi no dia 24 de agosto. O inquérito está concluído e foi encaminhado para a 3ª Vara Criminal da Serra. Veja o vídeo completo no meio da matéria.

A câmera filmou o momento em que o veículo placa MQO 7628 chega a Av. Central e estaciona de forma que os acusados consigam visualizar pelo retrovisor. Gabriela saiu do condomínio as 11h41 para trabalhar, e seguia para um ponto de ônibus, quando foi empurrada por Alexandre Souza contra a parede e colocada a força dentro do carro.

Outra imagem cedida pela polícia civil mostra Rogério Almeida chegando ao condomínio do pai da Gabriela, as 23h13 do dia 27 de fevereiro, uma segunda-feira. Ele tentou se passar por outra pessoa, não foi recebido e vai embora. Segundo o titular da Delegacia Especializada de Homicídio Contra a Mulher (DHPM), Janderson Lube, o relacionamento de vítima e acusado havia terminado há pouco tempo, após cinco anos.

“As imagens deixam evidente que ele a todo momento fala ao interfone, procura conversar tentando ludibriar o porteiro e ter acesso. Importante frisar que o pai dela nunca foi a favor do namoro. Todos essas circunstâncias mostram que naquele momento ele iria cometer algum ato violento, mas felizmente foi impedido na portaria”.

O delegado disse ainda que Gabriela estava em um novo relacionamento há um mês e que o ex-noivo pode ter planejado o crime a partir daí. Ela foi mantida refém até as 20h do dia 24 de agosto, conseguiu fugir do veículo, mas foi agredida com socos, chutes, e estrangulada até desmaiar e ser posta novamente no carro. Nesse momento, os acusados tentaram simular um acidente, jogaram o corpo nas proximidades da Rodovia Norte Sul e a atropelaram.

“O que ficou demonstrado é um planejamento na ocorrência dos crimes, e também a violência empregada. Em momento nenhum eles tentaram conversar com ela. Foram violentos desde o início. As imagens mostram que eles chegam quando a vitima sai da residência, mostrando que ela estava sendo monitorada”.

algemasNo apartamento de Rogério Almeida foi encontrada uma algema que pode ter sido usada para torturar a vítima, mas não será periciada devido a muitos manuseios. O laudo do Departamento Médico Legal (DML) de Vitória aponta que Gabriela morreu por asfixia e os acusados foram indiciados por sequestro, tortura e homicídio qualificado. As penas podem chegar há 46 anos de prisão.

“Conseguimos descobrir detalhes relevantes para a investigação. Mostrando desde a abordagem, até o momento em que ela foi assassinada. Os elementos de prova colhidos no autos deixam claro que o celular dela foi visualizado (às 14h34), apesar de não ter sido encontrado. Os indícios são de que os autores sequestram a vítima, a torturam durante oito horas e após uma tentativa de fugir deles, a mataram”.

 

 

 

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