Avenida Leitão da Silva20 de agosto. Anote esta data porque, após cinco anos se arrastando, o Governo Renato Casagrande promete (PSB) que esta será a primeira grande obra a ser inaugurada. A intervenção começou em 2014, no primeiro mandato do governador Casagrande – que em 10 de janeiro daquele ano assinou a ordem de serviço para o início da ampliação e melhoria na via. O projeto – que previa aumento em quase toda a extensão da avenida, mais uma pista de rolamento, totalizando três faixas para cada sentido de tráfego, criação de ciclovia e reabilitação dos passeios em todo o segmento, além de abertura de novas ruas para proporcionar um tráfego direto em vias do entorno – não foi concluído e causou o fechamento de uma série de comércios ao longo da via.

Quando anunciada por Casagrande, em 2014, o compromisso era de conclusão em 18 meses, com um investimento de R$ 50.343.757,28. Com o atraso o custo já passou de R$ 115 milhões. Nesta terça-feira (22) uma visita técnica será realizada por engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e empreiteiros. E outra, prevista para esta semana, deverá acontecer com o próprio governador.

De acordo com o  secretário de Obras, Fábio Damasceno, esta é a prioridade número 1. Ele destacou que uma lista de intervenções estão como emergenciais, incluindo Portal do Príncipe, Terceira Ponte, Aquaviário e Terminal de Itaparica.  “Deixamos os projetos prontos e as obras em andamento. É importante das sequencia ao que já foi iniciado porque mobilidade não é programa de governo, mas de Estado”, disse em entrevista recente a ESHOJE.

Ao tomar posse em 1º de janeiro, o próprio governador ressaltou a necessidade urgente de conclusão da obra. Casagrande prometeu resgatar o Programa de Mobilidade Metropolitana (PMM) “do abandono” e dar prioridade ao transporte coletivo, adoção de novos modais, e conclusão de obras viárias em andamento na Grande Vitória, como Portal do Príncipe e a Leitão da Silva.

“A mesma determinação será dada às obras de infraestrutura interrompidas ou abandonadas com enormes prejuízos para todos os capixabas. Não deixaremos nenhuma delas sem conclusão. E, assim que as condições permitirem, abriremos novas frentes de ampliação da nossa malha rodoviária. Prioridade e orientação dada à equipe: concluir obras que foram iniciadas. Não começar obra nova sem concluir as obras iniciadas ainda no governo nossa passado e algumas que possam ter sido iniciadas na atual gestão”.

Durante o tempo em que os trabalhos ser arrastam mais de 33 comerciantes fecharam as portas, segundo levantamento da Associação das Empresas da Avenida Leitão da Silva (ASSEMPLES). Segundo o presidente da entidade, Wellington Gonçalves dos Santos, mais de 100 postos de empregos foram fechados.

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