bike

Quem anda de bicicleta em Vitória até encontra ciclovia. São 60 km e o novo Plano Diretor Urbano (PDU) prevê mais 40 km nos próximos 10 anos. Mas onde estão os bicicletários? Esse é o questionamento de quem adotou a bike como meio de transporte, mas sem lugar para estacionar, acabam colocando corrente e cadeados em árvore, postes e grades. Na Praça Costa Pereira, no centro da capital, reportagem do ESHOJE contou seis bicicletas de forma irregular por falta de espaço.

A enfermeira Mayanna Duque conta que anda de bicicleta três vezes por semana, pelo Centro, onde mora, até a Avenida Beira Mar. Ela diz que aderiu a bike há cerca de dois meses para economizar tempo. Mas esbarrou no falta de estrutura para estacionar.

“Acho que seria interessante esses lugares porque incentiva as pessoas a andar de bicicleta. Você chega e não tem lugar para colocar, e você fica com medo de deixar em postes ou outro lugar ser roubado. É muito comum ver nos postes sem nenhum dispositivo de segurança. Eu mesma não tenho e coloco em qualquer lugar. Estive recentemente na UFES e até vi. Mas poucas para um lugar muito grande”.

A técnica de celular Erliane Ribeiro mora em Porto de Santana, em Cariacica, relatou que fez o trajeto até o Centro, onde trabalha, durante um ano. Até que em fevereiro, ao deixar a bike nova amarrada em um placa de trânsito em frente à loja onde trabalha, sofreu uma tentativa de roubo. Desde então, desistiu da bicicleta, e o trajeto que era feito em 20 minutos, se transformou em uma hora e meia.

“A bicicleta estava no cadeado, mas graças a Deus um vigia do outro lado viu o rapaz, que subiu correndo. Depois disso fiquei com medo. Era novinha, eu tinha acabado de comprar justamente porque fui roubada. Infelizmente aqui no Centro não tem bicicletário. Quem utiliza deixa dentro das lojas ou nos postes porque é realmente ruim para guardar”.

Já o pedreiro Juarez Antônio da Costa tem 60 anos. Morador de Viana, ele conta que durante toda a vida andou de bicicleta de lá até a capital, e que a falta de estrutura não é novidade para ele. “Falta lugar. Durante a vida toda que eu passo por aqui foi assim. Até para amarrar deixamos nos postes de luz. E fica muito perigoso. Porque não se importam, arrebentam o cadeado e levam. Eu já perdi bicicleta assim. Encostei e ao voltar não encontrei mais. O cadeado é nossa responsabilidade, mas falta investimento para evitar assaltos”.

 A Secretaria Municipal de Transportes (Setran) informou, por nota, que diversos espaços públicos como praças, parques, no Mercado da Vila Rubim, unidades de saúde, restaurante popular, escolas, prédios públicos entre outros têm paraciclo (é como um bicicletário, um “u” invertido para as pessoas estacionarem suas bikes). A nota diz ainda que o Plano Diretor Urbano (PDU) estabelece que pólos geradores como faculdades, escolas, supermercados, centros comerciais ofertem vagas de bike.

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