Lucas Rezende

Lucas Rezende é jornalista e titular da Coluna Fonte Grande, publicada de segunda à sexta. Notas e sugestões: fontegrande@eshoje.com.br

Chegou ao Ministério Público Estadual a denúncia de ameaças de morte – revelada por esta coluna – assinada por Ronaldo Casotti, presidente da Comissão Eleitoral do Pega no Samba. Como se sabe, a eleição para a nova presidência da escola de samba foi adiada por causa de denúncias de irregularidades e ameaças. No documento obtido por FONTE GRANDE, Casotti narra: “assumi o cargo de presidente da mesa eleitoral e passei a receber ligações e áudios ameaçadores. No primeiro momento não levei a sério, pensei que fosse algo apenas para me fragilizar, considerando minha inexperiência na função. (Mas) decidi seguir em frente e encarar”.

Família em jogo
Em dado momento da denúncia escrita, Casotti ainda revela: “As ameaças não pararam por aí, a ponto de envolverem minha família. Foi neste momento, pensando na integridade dos que me cercam, que decidi adiar o processo eleitoral, primeiro porque me deram plenos poderes para tal atitude, e por acreditar que não tenho o direito de colocar em risco a minha segurança, a de minha família e muito menos a segurança de tantas outras pessoas que estariam envolvidas no processo e que viriam na manhã de domingo (depositar seu voto)”.

Nome aos bois
E ataca a chapa “A Força da Comunidade”, de Sandro Rosa: “(…) faço (esta denúncia) por razões de ameaças e conflitos promovidos pelos concorrentes da Chapa 2”.

Vale lembrar que…
A confusão, aliás, não começou assim. Sandro Rosa, em seu plano de governo, prometeu a volta de um carro de som para a escola que, segundo ele, a atual administração perdeu. A diretoria nega: “O som que a escola havia adquirido foi uma doação de um colaborador. Ocorre que o candidato da Chapa 2, que publicou essa proposta, foi quem vendeu o referido aparelho de som, sem autorização da agremiação ou de sua diretoria.”

Resumindo a ópera
A eleição da nova diretoria do Pega no Samba era para ter acontecido no dia 29 de abril, mas estas denúncias levaram ao cancelamento do edital de convocação. A Comissão Eleitoral de 2018 – presidida por Ronaldo Casotti – comunicou a decisão aos associados em reunião extraordinária realizada dois dias antes. Foi então estabelecido um prazo de 30 dias para averiguação e manifestação de defesa por parte do candidato denunciado. Só então após este prazo será convocada uma Assembleia Geral para aprovação de um novo calendário.

Em cima da hora
O que não pegou nada bem, no entanto, foi o cancelamento ir à público no começo da manhã do dia 29, faltando questão de horas para a comunidade ir às urnas.

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