O deputado Afonso Florence (PT-BA) disse que ainda não há acordo para votar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019 na Comissão Mista do Orçamento (CMO). O parlamentar explicou que o ponto “fundamental” de divergência é a proibição à negociação de novos reajustes de servidores no ano que vem.

Nas negociações, o PT pede para que o trecho relativo ao reajuste dos servidores seja suprido do texto. “É o próximo governo que vai negociar os reajustes que puder dar”, defende Florence. Apesar da resistência da oposição, o deputado do PT reconhece que o governo pode ter maioria para vencer essa obstrução.

Florence também disse que o partido é contra a fórmula encontrada pelo governo para cumprir a chamada “regra de ouro” – norma constitucional que impede a emissão de dívida para bancar despesas correntes como salários. O governo estima buraco de R$ 260 bilhões na regra em 2019 e previu na LDO crédito complementar para poder executar gastos que estão descobertos pela regra de ouro. “Achamos que este governo precisa arcar com o ônus de dizer onde vai cortar”, disse o deputado.

A reunião de lideranças na CMO ainda estava em andamento por volta das 13h10 desta quarta-feira, 11. A previsão inicial é votar a LDO ainda hoje na Comissão e no plenário do Congresso Nacional.

Idiana Tomazelli
Estadao Conteudo
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